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    A primavera da pontuação -

    Vitor Ramil

    SESI-SP
    2018
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788550405742
    Português Brasileiro
    4.5
    5 avaliações
    Leram5Lendo1Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados5Avaliaram5

    Há basicamente dois tipos de narrativa: as que privilegiam histórias e personagens e as que privilegiam a linguagem, realçando a função poética. Não se excluem, claro. Convivem. Trata-se de ênfases. Érico Veríssimo representa bem uma tendência, Guimarães Rosa, outra. Textos necessitam de leitores cooperativos, que descubram seus segredos: citações, alusões, implícitos, saberes esperados. A narrativa que espera o leitor neste volume é do segundo tipo e aposta em um leitor rico e perdulário: que esteja disposto a compartilhar com o texto os seus saberes, contribuindo para construir o sentido. O leitor deve também ser sacador e dar-se conta de certas jogadas, feitas sem aviso prévio. A história tem manifestações de rua como pano de fundo e inclui trapalhadas e idiossincrasias de governantes. Ao mesmo tempo, conta uma história “humana”, que começa com o atropelamento de um ponto por uma palavra-caminhão .

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    Caroline Seco picture
    Caroline Seco20/08/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom!

    Um jeito divertido de abordar a nossa língua...

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 5
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas40%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Vitor Ramil  profile picture

    Vitor Ramil

    Vitor Ramil nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 7 de abril de 1962. Iniciou sua carreira artística como músico, compositor, letrista e cantor na década de 1980, tendo gravado seu primeiro disco, Estrela, Estrela, aos 18 anos. Na década de 1990, afastou-se dos estúdios para dedicar-se exclusivamente aos shows, apresentando-se muitas vezes na pele de um personagem pálido e corcunda, o divertido Barão de Satolep. É nesse cotidiano de música, poesia e teatro que Vitor Ramil começa sua carreira de escritor, lançando a novela Pequod (1995), ficção criada a partir de passagens de sua infância, da relação com o pai, de andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. Esse contexto fez com que o autor começasse a refletir sobre sua identidade de sulista e sua própria criação através do que chamou de “a estética do frio”. A busca desta deu-lhe a convicção de que o Rio Grande do Sul não estava à margem do centro do Brasil, mas sim no centro de uma outra história. Foi a partir dessa ideia que Vitor Ramil tornou-se um dos renovadores da “milonga”, gênero musical comum ao sul do país, Uruguai e Argentina, ao qual dedicou seu disco Ramilonga (1997), afinidade com as invenções mais radicais da cena artística contemporânea. Ramil já lançou sete discos e tem canções gravadas por nomes internacionais como Mercedes Sosa e Jorge Drexler. Satolep Sambatown (2007) é seu mais recente trabalho ? ele venceu o Prêmio Tim de Música 2008, na categoria Melhor Cantor por Voto Popular.

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    18 Seguidores

    Vitor Ramil