Durante uma viagem de volta para a casa dos pais, Sarah conhece Eddie e passam sete dias juntos. Após esse tempo, ele parte para uma viagem de férias agendadas, mas promete dar notícias. Porém elas não chegam, Eddie não responde e Sarah irá em busca das respostas.
O livro é em primeira pessoa e tem um início bem denso, utiliza certos elementos comparativos e narrativos que não me agradam tanto, depois a leitura flui melhor por conta da curiosidade em saber o que vai acontecer ou as motivações sobre as atitudes de Eddie.
Rosie consegue fazer com que o livro seja interessante, introduz elementos que nos induz e atiça a curiosidade para saber o que irá acontecer, as motivações e isso é muito bem feito. Mas por ser em primeira pessoa, ocorre certas omissões para que a trama funcione.
A idade dos personagens e suas atitudes podem não combinar tanto, mas não foi algo que me incomodou. Por outro lado, algumas motivações e problemas não convencem tanto. E demorou um pouco para a leitura fluir bem, mesmo quando a condução da história passa a ser mais ágil, ainda há momentos em que poderia ser mais objetiva, mas ainda estava interessado na história.
Até que a autora utiliza uma frase específica ao contar algo que possui uma interpretação junto com o contexto, o problema é que em um momento posterior ao plot, essa frase é descartada com uma desculpa que não foi suficiente. Há vários elementos que induzem e isso já serviria muito bem para o propósito e para o plot funcionar, mas da forma que foi feito não funcionou para mim.
De resto é uma história bonita, tem várias camadas, tantos dos personagens quanto dos fatos em si, envolvendo o passado e o presente de algumas pessoas. A dinâmica do relacionamento e utilização de redes sociais aproxima bastante da realidade e todo o mistério faz querer continuar lendo para saber o desfecho. Como não leio tanto o gênero, o livro funciona para mim.