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    O Crime do Padre Amaro -

    Eça de Queiroz

    Nova Fronteira
    2018
    472 páginas
    15h 44m
    ISBN-13: 9788520942192
    Português Brasileiro
    4.2
    47 avaliações
    Leram65Lendo2Querem70Relendo0Abandonos1Resenhas13
    Favoritos8Desejados70Avaliaram47

    Ardente e sensual, Amaro não escolheu ser padre. E por Amélia não era apenas o conhecido desejo; sentia-se apaixonado. Seria verdade? Afinal, para a religião, as mulheres eram somente 'As filhas da mentira', 'As portas do inferno'! Realista e anticlerical, este romance causou escândalo antes de se tornar um clássico.

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    Resenhas (13)Ver mais
    Amanda de Laia picture
    Amanda de Laia01/06/2025Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Gostei bastante da escrita do Eça, me lembrou um pouco Érico Veríssimo nos diálogos e descrições de cenas, mas o livro não me pegou. Faz uma excelente crítica à hipocrisia da turma "de moral e bons costumes", principalmente na elite católica do século XIX em Portugal. De forma divertida, Eça debocha de tudo e de todos. Mas achei a história bem bocó e previsível, não me cativou e ficou tão arrastado que precisei ir para o áudio para terminar. Mesmo assim, valeu muito pelo meu primeiro livro dele e quero ler outros.

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 47
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas60%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz