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    A memória do mar -

    Khaled Hosseini

    Globo Livros
    2018
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8525066745
    Português Brasileiro
    4.2
    1087 avaliações
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    Favoritos96Desejados786Avaliaram1087

    Uma obra sobre amor e esperança do autor best-seller Khaled Hosseini, com tradução de Pedro Bial Em uma praia, sob uma noite estrelada, um pai compartilha com o filho lembranças da Síria de sua infância, um país encantador que foi destruído pela guerra, obrigando não apenas aquela pequena família, mas milhares de outras, a juntar todos os seus pertences e embarcar rumo ao desconhecido. Em edição com capa dura, ricamente ilustrada e com tradução do jornalista Pedro Bial, A memória do mar é uma obra tocante inspirada na história de Alan Kurdi, o refugiado de três anos de idade que emocionou o mundo após ter se afogado no mar Mediterrâneo quando tentava chegar à segurança da Europa.

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    Tamirez Santos picture
    Tamirez Santos10/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Memória do Mar - Khaled Hosseini

    Minha relação com esse autor é bem controversa. Enquanto muitas pessoas o amam por suas histórias que previamente já haviam sido publicadas no Brasil e que conquistou milhões de leitores mundo à fora, o sentimento que eu tenho de quando tentei lê-lo foi de simplesmente não ter funcionado bem comigo. Como já fazem muitos e muitos anos desde que isso aconteceu, gosto de pensar que é porque não foi a hora certa e que, talvez, se eu reencontrar suas obras, possa ter uma experiência diferente. Porém, enquanto isso não acontece, resolvi me aventurar nessa outra história que vem acompanhada de ilustrações belíssimas de Dan Williams, que parecem verdadeiras pinturas e obras de arte em cada página. O que temos aqui é, sem dúvidas, uma narrativa tocante e emocionante, sobre a jornada de alguém inocente que sequer sabia direito o que acontecia ao seu redor. Encontrado morto na costa turca em 2015, Kurdi fez com que os olhos do mundo se virassem na direção desse odioso conflito que assola a vida de muita gente por anos a fio, separando famílias e marcando a história daqueles que são tocados, seja da forma que for, pela guerra. É claro que o autor toma suas liberdades, renomeia as peças e usa o acontecimento como ponto de partida para sua obra. Com pequenos textos, escritos como uma declaração de amor, Hosseini nos presenteia com um retrato íntimo desses acontecimentos, em uma visão sentimental de um pai que acredita estar se dirigindo a um lugar onde poderá dar uma vida melhor a sua família, e, acima de tudo talvez, a sobrevivência. Infelizmente, como não é isso que aconteceu na realidade, percebemos uma carga pesada em tudo o que é dito, exatamente por esse desfecho que deveria ter sido de esperança e reconstrução, se vivêssemos em um mundo mais gentil. Com a união das palavras com a arte, em pouquíssimas páginas temos o desenrolar de algo belo, tocante e real, numa narrativa muito mais simplista do que as outras histórias do autor que tive contato e, para mim, com uma sensação muito diferente também, que despertou a vontade de reencontrar seus demais títulos e fazer a prova de fogo da releitura. A edição que a editora Globo Livros nos apresenta é primorosa, com capa dura e folhas internas coloridas em um papel mais rebuscado. Com tradução de Pedro Bial, nome que aparece na capa com mais destaque que o ilustrador, o que não me pareceu muito justo, bem como um perfil do jornalista que é apresentado também à frente de Dan Williams no fim da edição. Em tempos onde os tradutores lutam tanto por reconhecimento, ver ele dado a alguém que já é famoso, apenas porque ele é famoso me causou certo incômodo. Porém, essa é uma escolha da editora e não se relaciona diretamente com minhas impressões do livro enquanto história, que foram super positivas. Para quem é fã do autor ou tem interesse pela história de Kurdi ou sua conexão com a guerra na Síria, certamente vale à pena a leitura e a reflexão de porque é necessário arruinar a vida de tanta gente inocente com tanta violência e desesperança.

    94 curtidas

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    4.2 / 1087
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Khaled Hosseini profile picture

    Khaled Hosseini

    Hosseini nasceu na capital do Afeganistão, Cabul. A sua mãe era professora de uma escola de segundo grau para raparigas em Cabul. Seu pai envolveu-se com o Ministério do Exterior afegão. Em 1970, o Ministério do Exterior enviou a sua família para o Teerão, Irão (Teerã, Irã, na grafia do Brasil), onde o seu pai trabalhou para a Embaixada Afegã. Em 1973, Hosseini e sua família retornam a Cabul. Em Julho de 1973, na mesma noite em que nasce o irmão mais jovem de Hosseini, o reino do Afeganistão muda de mãos através de um golpe sem derramamento de sangue. Em 1976, Khaled Hosseini e sua família se mudam para Paris, França, por conta do novo emprego do seu pai. Eles não voltam ao Afeganistão porque, enquanto estavam em Paris, comunistas tomaram o poder do país por meio de um golpe cruel. Deste modo, foi consentido à família Hosseini, asilo político, nos EUA, onde passaram a residir em San Jose, Califórnia. As suas propriedades foram todas deixadas no Afeganistão e eles foram forçados a sobreviver com ajuda governamental por um curto período. Hosseini formou-se na escola secundária em 1984 e inscreveu-se na Universidade de Santa Clara, onde ganhou título de Bacharel em Biologia, em 1988. Após alguns anos, ele ingressou na Universidade da Califórnia, San Diego, escola de Medicina, onde recebeu o título de Doutor em Medicina em 1993. Ele completou o período de residência em Medicina Interna na Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, no ano de 1996. Khaled Hosseini continua praticando medicina. Khaled Hosseini é casado com Roya Hosseini (sobrenome de casada), e tem dois filhos, Haris e Farah, a quem considera a noor de seus olhos.

    61 Livros
    2.643 Seguidores
    Cabul, Afeganistão

    Khaled Hosseini