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    A Outra Margem do Caminho (Jiddu Krishnamurti) -

    não informado

    ICK - Instituição Cultural Krishnamurti
    1972
    170 páginas
    5h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Krishnamurti viaja por várias partes do mundo a fim de pronunciar palestras sobre as mais sérias questões da vida e da humana felicidade e, nos momentos livres, recebe visitas de pessoas desejosas de ouvi-lo acerca de seus problemas pessoais. Aqui se publicam essas entrevistas realizadas na Índia, na América e na Europa. Com real proveito, leem-se também, nesta obra, meditações de Krishnamurti em forma de preâmbulo a cada um dos respectivos capítulos.

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    Carla Parreira picture
    Carla Parreira25/11/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A outra margem do caminho (J. Krishnamurti). Melhores trechos: "...Porque necessitais de alguma teoria e porque aceitais alguma crença? Essa constante asserção de crença é sinal de medo - medo da vida de cada dia, medo do sofrimento, medo da morte e da total sem significação da vida. Por conseguinte, inventa-se uma teoria, e quanto mais sutil e erudita essa teoria, mais peso tem. E após dois ou dez mil anos de propaganda, ela se torna, invariável e irracionalmente, 'a verdade'... Dentro da estreita cultura da sociedade não há liberdade, e porque não há liberdade há desordem. Vivendo no meio dessa desordem, busca o homem a liberdade em ideologias, em teorias, naquilo a que chama Deus. Essa fuga não é libertadora. Leva-o de volta ao pátio da prisão que separa os homens uns dos outros. Pode o pensamento, que a si próprio impôs esse condicionamento, cessar, quebrar essa estrutura, transcendê-la? Não pode, evidentemente. É este o primeiro fator que temos de ver: o intelecto nenhuma possibilidade tem de lançar uma ponte entre si e a liberdade. O pensamento, que é reação da memória, da experiência, do conhecimento, é sempre velho, como o é também o intelecto, e o velho não pode construir uma ponte para o novo. O pensamento é, essencialmente, o observador com seus preconceitos, temores e ansiedades, e essa 'imagem pensante', em virtude de seu isolamento, cria naturalmente uma esfera em torno de si. Há, assim, distância entre o observador e a coisa observada. O observador quer estabelecer relações, preservando essa distância; por essa razão existe conflito e violência... A estrutura construída pelo pensamento - a idéia de amor, de Deus, de cultura, a ideologia do politburo - toda essa estrutura tem de ser inteiramente rejeitada para que o novo se torne existente. O novo não pode ajustar-se ao velho padrão. Em verdade, temeis rejeitar completamente o velho padrão..."

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