Em Communion with God, John Owen apresenta a vida cristã como uma participação real, trinitária e progressiva na vida do Deus vivo, fundada objetivamente na obra consumada de Cristo e aplicada subjetivamente pelo Espírito Santo. A comunhão começa no amor eletivo do Pai, flui por meio do Filho (poço inesgotável de graça, cuja obediência e morte nos garantem aceitação, santificação e todos os privilégios da redenção), e é vivificada pelo Espírito, que habita nos cristãos, persuade o coração do amor de Deus, aplica os benefícios da cruz e sustenta uma vida de obediência santa. Longe de ser mero exercício religioso, essa comunhão é desfrute vivo da união com Cristo, produzindo humildade, reverência, alegria, mortificação do pecado e dependência constante do Espírito. Toda a economia da graça tem como fim último a glória da Trindade, e a esperança final dos santos é que essa comunhão, hoje real porém imperfeita, seja consumada no gozo eterno de Deus em Cristo, quando a adoração será plena e ininterrupta.