Eu serei a última - a história do meu cativeiro e a minha luta contra o estado islâmico

    Nadia Murad

    Objetiva
    2017
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9789896654139
    Português

    A 15 de Agosto de 2014 a vida de Nadia Murad mudou para sempre. As tropas do Estado Islâmico invadiram a sua pequena aldeia, no norte do lraque, onde a minoria Yazidi levava uma vida tranquila, e levaram a cabo um massacre. Executaram homens e mulheres, entre eles a mãe e seis dos irmãos de Nadia, e amontoaram os corpos em valas comuns. Nadia, que tinha então 21 anos, foi sequestrada, tal como milhares de jovens e meninas, e vendida como escrava sexual. Os soldados torturaram-na e violaram-na repetidamente, meses a fio, até que, numa noite, como que por milagre, conseguiu fugir pelas ruas de Mossul. Assim começou a sua longa e perigosa viajem até à liberdade. Em pequena, Nadia, uma menina camponesa, ja mais imaginaria que um dia falaria nas Nações Unidas, nem que seria nomeada para o Prémio Nobel da Paz. Nunca tinha estado em Bagdad, nem tão-pouco tinha visto um avião. Hoje, a história de Nadia instiga o mundo a prestar atenção ao genocídio do seu povo. E um apelo à acção para deter os crimes do Estado Islâmico, um poderoso testemunho da força de vontade humana. "Eu Serei a Última" é, também, uma carta de amor a um país desaparecido, a uma comunidade vulnerável e a uma família devastada pela guerra. O valor e o testemunho de uma jovem podem mudar o mundo. Para que não se esqueça, porque quer ser a última a vivê-la, Nadia conta a sua história.

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    Denise Maiara27/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nessa autobiografia a Iraquiana vencedora do prêmio Nobel da paz (2018), Nadia Murad, escreve sua história de cárcere e luta contra o Estado Islâmico. Ao longo dos primeiros capítulos, Nadia relembra a infância e a vida tranquila que levava com a família em Kocho (vila no distrito de Sinjar), e apesar de algumas dificuldades, fica evidente a importância que era enfrentá-las perto dos familiares, em especial, junto de sua mãe. Em 2014, quando Nadia tinha 21 anos, os terroristas do Estado Islâmico invadiram Kocho capturando todas as mulheres e executando os homens. Em cativeiro e distante da família, Nadia vivencia situações terríveis e quase sempre se mostra revoltada que a situação cruel seja por seguir uma fé e fazer parte de uma comunidade injustiçada e perseguida pela religião: Os yazidis, o povo a quem ela dedica essa trajetória angustiante, mas inspiradora. “Que eu seja a última” é uma daquelas autobiografias difíceis de se ler, mas valeu a pena! Recomendo!!!

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