This torrid, powerful 1962 novel was a major turning point in J.G. Ballard's career. In this future our old world has been gradually drowned as global warming melts the ice-caps and primordial jungles and swamps have returned to tropical London, recreating the ancient ecology of the Triassic age. According to the logic of Ballardian "inner space", these Turkish-bath surroundings evoke the psychological suction of the deep past, calling the human "hindbrain" back to the enfolding warmth of the womb. The text is rich with dreamy phrases like "the fata morgana of the terminal lagoon" and "the brighter day of the interior, archaeopsychic sun". As various members of an expedition to London busy themselves with more or less futile schemes like draining Leicester Square in hope of loot, the passive central character Kerans moves in his own "neuronic odyssey" to a strange acceptance of and assimilation by this lushly transformed world, vanishing into a final epiphany of heat and light. There is little narrative drive or sense of story (fans of rip-roaring, action-adventure SF tend not to get on with Ballard). The Drowned World is a potent, sensual mood-piece--static, jewelled and unforgettable.
The Drowned World -
J.G. Ballard
Gostei muito, e acho que tem muita coisa interessante pra analisar. As descrições são muito vívidas e um pouco perturbadoras - às vezes, as lagunas são belas, outras, nojentas. As frequentes comparações com um útero só ajudam na ambientação desse pós-apocalipse. Ainda assim, acho que o vocabulário é um pouco estranho, mas pode só ser a época, mesmo. Agora, tem um aspecto do livro que não só o torna datado, mas completamente passível de não ser recomendado. Ele é racista demais da conta. Os personagens negros são completamente estereotipados, o clássico - burros, brucutus, super fortes e musculosos, violentos, cruéis, e descritos de várias maneiras racistas, incluindo características símias (e claro, eles são os vilões). O narrador frequentemente usa palavras racistas em inglês (slurs), "negro" e "mulatto", cujo uso é inadmissível no mundo anglófono de hoje. Pessoalmente, sou contra a censura, já que é importante lembrar que mesmo que já fossem os anos 60, a galera continuava sendo MUITO racista. Uma pena que essa edição não tem uma introdução falando sobre o texto, porque poderia ter sido algo legal de discutir. É melhor ler já sabendo sobre o racismo, porque eu fui pega de surpresa. Em questão da ficção científica, ela é meio pobre. A parte do apocalipse climático é ótima, não seja por isso. Mas a história se passa em 2145 e não tem nem uma mísera TV. O autor não se preocupou em imaginar como as coisas estariam quase 200 anos depois que ele escreveu isso, então a história é só os anos 60 só que submersos. Total falta de imaginação. Nem um pouco futurista, a sociedade não evoluiu nem 10 anos nesses 200 na cabeça do Ballard. E eu gostei dos personagens. Claro, porque o racismo é pouco, o livro também é super sexista, já que a ÚNICA personagem feminina, minha anglo-xará Beatrice, é super sexualizada. Poucas falas, nenhuma agência, e ela aparece em grande parte do livro sem roupa (só de biquíni). Não dá pra esperar muito, mas ela é sequestrada pelos vilões e não é estuprada (porque o chefe é obcecado por ela e enche ela de jóias). Mas ela não é uma personagem ruim, só uma vítima do patriarcado e desse autor sem-noção. Os homens são legais também, e o Strangman é um bom vilão (doido que só). A parte dos sonhos é fascinante. A ideia que a mente deles está regressando, relembrando a vida pré-histórica é genial. Esses "delírios" dos personagens só adicionam à ambientação. Aqui tem elementos que eu gosto em livros de modo geral - água, mundos submersos, uma conexão ancestral com a terra em nível de espécie. Em resumo: leia se você quer uma boa história sobre um apocalipse climático, mas chegue ciente do racismo e sexismo descarados.
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