Contos de Terror: Medo (Clássicos do Horror #14) -

    Guy de Maupassant,‎ Horacio Quiroga,‎ Amado Nervo,‎ Ramón del Valle-Inclán

    Triumviratus
    2016
    31 páginas
    1h 2m
    ISBN-10: B01GUL1YRU
    Português Brasileiro

    O mais primitivo dos sentimentos humanos — o medo —, nas reveladoras palavras do contista uruguaio Horacio Quiroga, é, por natureza, o sentimento mais íntimo e vital. No conto “O Galpão”, um jovem estudante narra uma experiência rural aterradora. Para Maupassant, as situações ordinárias da vida, por mais ameaçadoras que sejam, não proporcionam a real experiência do medo. O verdadeiro medo, o pavor substancial, somente se sente em situações anormais – mas não necessariamente sobrenaturais –, permeadas pela névoa do mistério e tangidas pelo horror e pelo profundo desespero com que o desconhecido abala o frágil e suscetível espírito humano. Em sua narrativa “O Medo”, o grande mestre francês retrata situações de inenarrável pavor: entre as dunas Saara, um grupamento militar apavora-se com um rufar misterioso; na França, um grupo de pessoas, recolhidas numa cabana rural, aguarda, ansiosamente, a chegada de um inimigo sobrenatural. “O Medo”, do escritor galego Del Valle-Inclán, transporta o leitor a um ambiente terrivelmente macabro, no qual o jovem militar, ao lado de seu padre confessor, deve reabrir o sepulcro de um antepassado secular, cujos ossos se entrechocam ruidosamente... O autor mexicano Amado Nervo registra, com maestria, todo o pavor de um homem constantemente atormentado pelo “Medo da Morte”.

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    Profa. Dra. Thaíse Gomes19/06/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Contos sobre o medo...

    Gostei muito de 2 contos, gostei mais ou menos de 1 e estou em dúvida quanto ao outro. Cada um deles debate o medo, que é um dos sentimentos humanos mais primordiais. Para Horácio Quiroga, "o mais íntimo e vital". No primeiro conto, "O medo", de Maupassant, de que gostei muito enquanto pensei que era fantástico (até alguém quebrar a magia pra mim), o narrador fala que as situações muito comuns da vida, mesmo ameaçadoras, não causam medo de verdade. O real medo surgiria em situações extraordinárias, de mistério, horror e desespero que abala o espírito, mesmo que não necessariamente sobrenatural. No conto "O Medo", de Ramón del Valle-Inclán, ainda estou tentando compreender o que tanto provocou medo ali. Talvez eu já tenha lido tanta coisa que nada mais me asssuste. Ou pouco. Tudo bem, o cenário é bem sinistro, há um militar jovem que foi comandado a investigar o túmulo de um antepassado e ouve os ossos se revirarem na tumba... Para então descobrir o que estava ali. O conto "O Galpão", de Horácio Quiroga, me encantou imensamente. Tanto que, se eu contar uma vírgula, posso estragar. Leiam. Já o conto final "Medo da Morte", de Amado Nervo (pun unintended) foi muito bom e trouxe uma reviravolta que eu realmente não esperava no final. Meio que um sono no estômago de pessoas muito controladoras. Bom livro.

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