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    Memórias Póstumas de Brás Cubas -

    Machado de Assis

    Carambaia
    2018
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788569002420
    Português Brasileiro
    4.7
    100 avaliações
    Leram122Lendo6Querem73Relendo0Abandonos1Resenhas13
    Favoritos3Desejados73Avaliaram100

    “Uma sondagem da alma, uma subjetividade expandida e maluca, como se a mente volúvel e delirante não pudesse sair de um redemoinho.” Assim se refere o escritor Milton Hatoum a Memórias póstumas de Brás Cubas no posfácio escrito especialmente para a edição da obra-prima de Machado de Assis (1839-1908) preparada pela CARAMBAIA. Com essas palavras, Hatoum traduz o impacto desconcertante que o romance mantém desde que foi publicado, em 1881. A literatura brasileira nunca produzira nada semelhante, e com Memórias póstumas o autor passou de escritor acima da média a gênio – e maior nome da literatura brasileira – reconhecido em seu próprio tempo. Feita para ler, reler e guardar, a edição da CARAMBAIA tem como base a quarta publicação do texto, revista pelo autor, e projeto gráfico de Tereza Bettinardi, inspirado na arquitetura de túmulos e cemitérios, uma vez que Brás Cubas se define não como um autor defunto, mas “um defunto autor”. As inscrições e ornamentos tumulares da época da publicação do romance serviram de diretriz estética para o projeto e para as gravuras de Heloisa Etelvina, feitas em linóleo e impressas manualmente. Edição em Capa Dura

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    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico19/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Memórias póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, foi publicado pela primeira vez em 1881. Li pela primeira vez em 1999, quando me preparava para o vestibular, em 2016 comprei essa edição belíssima da Carambaia e no primeiro mês de 2025 achei que tinha chegado a hora de uma (re)leitura. O narrador é um defunto autor, sarcástico, irônico, que traz o leitor para dentro da história, que tem uma linha do tempo fragmentada e personagens incrivelmente reais. Brás Cubas foi uma criança mimada, que humilhava com palavras os escravos da casa - sim, aqui a escravidão é explícita - um adolescente apaixonado que usou o dinheiro do pai para “conquistar” a atenção de uma mulher, um jovem adulto mediano - “ (…) era um acadêmico estroina, superficial, tumultuado e petulante, dado às aventuras fazendo romantismo prático e liberalismo teórico (…)” - e um adulto medíocre - “(…) Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento (…)”. Eu ri alto em vários momentos, fiquei entediada em outros, confusa com a constante troca de assunto, ou seja, fui completamente manipulada pela escrita do Machado, bem como ele desejava. “Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...” No geral gostei bastante, mas não me diverti tanto quanto na (re)leitura de “Dom Casmurro” que continua sendo meu favorito do autor.

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    Joaquim Maria Machado de Assis profile picture

    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis