O Pragmatismo Político dos Ferroviários Sul-Rio-Grandenses - Com foco histórico na cidade de Santa Maria

    João Rodolpho Amaral Flôres

    Editora UFSM
    2009
    376 páginas
    12h 32m
    ISBN-13: 9788573911220
    Português Brasileiro

    A memória sul-rio-grandense passa a contar com mais um aporte de valorização da história. Somado a sua intenção de recuperar fatos históricos, centrados nas ações políticas, geralmente pragmáticas e muito bem articuladas, estão presentes no conteúdo do livro a valorização das vivências dos trabalhadores ferroviários gaúchos.No cenário laboral do Rio Grande do Sul, os ferroviários foram a categoria que maior expressão alcançou como coletivo profissional no decorrer do século passado. Contudo, a crise brasileira da década de 1960, no período pós-Vargas, afetou, primeiramente, a VFRGS e, depois, a RFFSA. Com a sucessão de governos militares e a priorização dos interesses do capital externo, as empresas foram progressivamente desmanteladas. Como elas, também os ferroviários perderam prestígio e seus movimentos de lutas ficaram praticamente esvaziados.

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    Dilson Vargas Peixoto15/07/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    No auge da ferrovia gaúcha

    Assunto delicado e bastante interessante. O livro aborda como os ferroviários gaúchos, em especial de Santa Maria, agiram durante as reivindicações do setor e como manejaram suas ações de forma a garantirem suas demandas. Diferente da dicotomia entre esquerda e direita, no qual muita gente explica a sociedade, o autor mostra, por meio de farta documentação, como movimentos paredistas/grevistas eram mais complexos e que a taxação de "atos comunistas" geralmente eram (e são) um meio de as elites deslegitimarem as lutas. Não que houvesse falta de influência comunista ou socialista nos movimentos ferroviários; mas, de um modo geral, as lutas procuravam não se enquadrar em uma "caixa política", dando a impressão de abstenção. Como neto de ferroviário, noto como o pensamento do grupo se espalhou além dos trabalhadores: penetrou nas famílias e na cidade como um todo. Afinal, por diversas vezes a Câmara de Vereadores intercedeu pela gente da ferrovia, comerciantes fecharam suas portas para apoiar as greves e até mesmo esposas e filhos se envolveram nas lutas. Para quem quer entender os ferroviários gaúchos do século XX e, também, a história de Santa Maria, esse livro é essencial!

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