Sobreviventes do Césio 137 -

    Carla Lacerda

    Nega Lilu Editora
    2018
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788569770022
    Português Brasileiro

    "A edição ampliada e atualizada do livro de Carla Lacerda, com colaboração de Yago Sales, partilha narrativas sobre o maior acidente radiológico já ocorrido em área urbana. As entrevistas exclusivas concedidas pelas vítimas à jornalista se apresentam como um Fio de Ariadne, que perpassa a lembrança resistente do episódio ocorrido em Goiânia, Goiás, Brasil. Além de envolver leitoras e leitores num exercício de empatia, por meio do jornalismo literário, esta publicação também denuncia inconsistência em relatórios divulgados pelo Governo do Estado de Goiás. Por ocasião dos 30 anos do desastre, o Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados (Cara) informou à imprensa mundial que, até 2017, seis pessoas contaminadas haviam morrido de câncer. Em 2007, no entanto, os casos comprovados de óbito pela doença já eram 15. 'Sobreviventes do Césio 137' sustenta esta importante denúncia, como um manifesto contra o apagamento desta história."

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    Janice Gutt  picture
    Janice Gutt 24/04/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A obra utiliza o jornalismo literário para dar voz às vítimas e seus familiares. A autora faz a contextualização histórica do ocorrido, questionando os dados oficiais do Governo de Goiás, denunciando inconsistências nos relatórios sobre o número real de vítimas e a assistência prestada ao longo das décadas. Além da entrevista, de alguns sobreviventes que convivem, quase 40 anos depois, com sequelas físicas (queimaduras, perda de paladar), traumas psicológicos, monitoramento médico contínuo, as dificuldades no acesso a medicamentos e exames; e o estigma social de "radioacidentados"; o estigma da contaminação. Muitos relatam dificuldades financeiras, com pensões defasadas e luta por assistência, enfrentam longas batalhas judiciais para garantir direitos e reparações, além das dores crônicas e perdas familiares. Embora estudos indiquem que a incidência de câncer entre o grupo de expostos não foi significativamente maior do que na população geral, o medo e o monitoramento são constantes.

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