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    Plataforma -

    Michel Houellebecq

    Alfaguara
    2018
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788556520746
    Português Brasileiro
    4.1
    173 avaliações
    Leram231Lendo6Querem217Relendo1Abandonos6Resenhas14
    Favoritos15Desejados217Avaliaram173

    Michel Renault tem quarenta e poucos anos e passa seus dias tentando evitar ao máximo qualquer contato humano. Contudo, após a morte de seu pai, ele decide fazer uma viagem para a Tailândia; lá, ele conhece a jovem agente de viagens Valérie, que começa a injetar nova vida em seu dia a dia.Publicado um pouco antes dos atentados de 11 de setembro, Plataforma é um coquetel incendiário que ataca a globalização, o islamismo, o livre comércio, o sexo, o trabalho, as férias, o turismo, o consumo, o dinheiro e o neoliberalismo. Como um Balzac pós-moderno, Houellebecq constrói um modelo de crítica social capaz de abarcar o mundo globalizado. Correndo entre Paris e Pattaya Beach, entre clubes de prostituição e um massacre terrorista, Plataforma é uma obra-prima brilhante e apocalíptica. “Plataforma permanecerá na literatura mundial, assim como As ilusões perdidas de Balzac.” — Le Nouvel Observateur

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    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel21/03/2025Resenhou um livro
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    A bamba plataforma ocidental

    Há quem diga que Michel Houellebecq é o típico membro da classe média alta francesa, que reivindicando um tradicionalismo purista e barato, usa da liberdade de expressão como pretexto para difundir crenças ultrapassadas e preconceituosas. Taxar o autor desta maneira é errado pelo simples fato dele ser, para mim, um dos cidadãos mais niilistas que já vi; não há nada de purista em seus textos, - é como se estes, sempre mordazes, sempre como presságios, exalassem um cinismo típico de sua escrita. Escrita essa que parece ser monotemática: seu principal assunto é o século XXI. O sexo, o corporativismo, as viagens, - tudo é uma grande analogia para as contradições deste novo milênio. A pós modernidade veio ao mundo para exacerbar a falência da sociedade ocidental: todos os seus protagonistas são grandes reclamões, que ficam ruminando a deteriorização do mundo moderno, seja dado a solidão, ou, como em muitos de seus livros, ao Islamismo. Seus livros, então, não são racistas, xenofóbicos, pornográficos (talvez este último tópico eu admita que é); ele simplesmente dá a luz para uma classe individualista, uma bolha de arrogância e supremacia. Por vezes eu temo que seus livros caiam no mesmo limbo de filmes como O Lobo de Wall Street, Taxi Driver, Tropa de Elite; temo que ele seja apadrinhado por essa classe fã de Brasil Paralelo, que não consegue pensar fora da caixa e entende as coisas do exato avesso que elas são. Houellebecq é como aquele seu tio, bêbado, que falando absurdos na maior das naturalidades, você o repreende em público, e depois, sozinho, reflete sobre o que ouviu e chega a conclusão que ele nem está tão errado assim. (e destaque para o sucinto diálogo sobre São Paulo; assustadoramente real! e eu não gostei do do final, mas condiz exatamente com a mensagem do livro, - o desalento o segue sempre, a independer do local)

    17 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 173
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Michel Thomas profile picture

    Michel Thomas

    Michel Houellebecq, nascido Michel Thomas, é um escritor francês, nascido na ilha Reunião, em 26 de Fevereiro de 1958 (de acordo com sua certidão de nascimento) ou 1956, segundo a biografia do jornalista Denis Demonpion. Seus romances Partículas Elementares e Plataforma lhe valeram uma reputação internacional de provocador, embora sejam também frequentemente considerados como um sinal de renovação da literatura francesa. Seu primeiro romance, Extensão do Domínio da Luta (Extension du domaine de la lutte), foi publicado em 1994. O livro contém o tema principal de seus romances: a miséria afectiva das pessoas em nossa época. Partículas Elementares (Les Particules élémentaires) provocou uma tempestade nos meios literários, dentro e fora da França, em 1998. O romance foi chamado "pornográfico". De fato o livro dá toda margem a tais interpretações, na medida em que explicitamente descreve as aventuras sexuais do irmão do protagonista, com riqueza de detalhes, em situações típicas de filmes pornô. Evidentemente não é por essa razão que Houellebecq tem sido valorizado. Neste mesmo livro, sua discussão central não é o sexo, mas uma história do ser humano, da humanidade, ternamente elaborada e narrada de modo singular e, segundo alguns, absolutamente genial. Seu último livro, A possibilidade de uma ilha, é também uma discussão do que é o ser humano, tomando como premissa uma nova raça, os "neohumanos", como comentaristas da vida de seus antecessores clonados - sendo esta uma marca constante do autor. O livro não teve o efeito tsunami das Particulas Elementares , sendo porém muito mais refinado que aquele, e menos incisivo também - mas nem por isso menor.

    65 Livros
    101 Seguidores
    Ilha Reunião, França

    Michel Thomas