Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas23
    • Leitores1173
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Às Avessas -

    Joris-Karl Huysmans

    Companhia das Letras
    1987
    278 páginas
    9h 16m
    ISBN-10: 8585095121
    Português Brasileiro
    3.9
    180 avaliações
    Leram271Lendo33Querem851Relendo0Abandonos18Resenhas23
    Favoritos9Desejados851Avaliaram180

    Publicado em 1884, Às Avessas se consagrou de imediato a Bíblia do Decadentismo. E seu protagonista Des Esseintes passou a figurar desde então ao lado de D. Quixote, de Madame Bovary, de Tristram Shandy na galeria dos grandes personagens de ficção. Herói visceralmente baudelairiano pelo refinamento dos seus gostos, pelo seu ódio à mediania burguesa, pelo solitário afastamento em que dela timbrava em viver, pelo esteticismo e pela hiperestesia de que fazia praça, encarnava ele, melhor ainda que o Axel de L´Isle-Adam ou o Igitur de Mallarmé, os ideais de vida e de arte da geração simbolista, geração na qual a modernidade teve os seus mestres reconhecidos.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (23)Ver mais
    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino03/09/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    ás avessas

    Há quantos anos estou as voltas com a leitura desse livro? Certamente desde meados dos anos 1980, quando José Paulo Paes traduziu a obra-prima de Joris-Karl Huysmans e o romance foi publicado. Mas aquele exemplar ficou perdido em meio a meus guardados, esquecido. Só agora, ao encontrar esta bela edição da mesma tradução pela Penguin/companhia das letras, é que me disciplinei para enfrentá-lo. Vale dizer que várias vezes neste período don André Soares cobrou-me a leitura (é esta a função dos bons amigos, hooray!). "Às avessas" é um romance único, seminal, que inaugura e explora quase todas as possibilidades de uma forma de narrativa dedicada a registrar o tédio, a decadência, a imobilidade, a depressão, o crepúsculo de um tempo, a banalidade das ações cotidianas, a inação e inércia de algo condenado a se esgotar. É um romance que antecipa experimentalismos literários que serão utilizados no início do século XX. Quando publicou o livro Huysmans era respeitado como um disciplinado naturalista, discipulo de Zola, mas com "Às avessas" ele se alinha ao movimento simbolista, influenciado por autores como Baudelaire, Mallarmé, l'Isle Adam e Verlaine. O leitor fica simultaneamente exasperado e encantado, enfeitiçado mesmo com o livro, enebriado com as imagens criadas, perguntando-se a que propósito afinal lhe serve a trama e o cenário que o autor apresenta e descreve. Quem já leu "O retrado de Dorian Gray", de Oscar Wilde, há de se lembrar que apesar de não nominado explicitamente é "Às avessas" o livro que inspira Dorian Gray em sua escalada de vícios e corrupção. Jean Floreissas des Esseintes, o curioso personagem do romance de Huysmans, é uma espécie de esteta infernal. Após terminar seus estudos o jovem duque Des Esseintes, último membro de uma aristocrática e centenária família francesa, decide se afastar da sociedade. Ele passa a materializar um mundo de sonhos, a acumular intensas experiências literárias, botânicas, sensuais, artísticas, estéticas, musicais, como se vivesse em uma Citera, a idílica ilha dedicada aos prazeres (como aprendemos no "Flores do mal", de Baudelaire). "Às avessas" lembra "Bouvard et Pécuchet", mas Flaubert é mais irônico e sarcástico que Huysmans. Des Esseintes é um personagem aparentado ao barão de Charlus (de Proust, claro). A edição é muito especial. Além do texto e de um prefácio do autor publicado vinte anos após a edição original o livro inclui introdução e notas de um especialista (Patrick McGuinness); uma inspirada apresentação do tradutor, José Paulo Paes; uma seleção de pequenos textos críticos; uma cronologia da vida de Huysmans e uma pequena bibliografia. Que bom se todo livro tivesse uma edição tão bem cuidada assim. Qualquer sujeito que fique exasperado com a banalidade reinante de nossos dias, onde a mediocridade é moeda de troca nas relações pessoais e a hipocrisia uma espécie de máscara coletiva, há de se divertir e se inspirar com esse livro. [início 07/07/2011 - fim 26/08/2011] "Às avessas", Joris-Karl Huysmans, tradução de José Paulo Paes, editora Penguin/Companhia das Letras, 1a. edição (2011), brochura 13x20 cm, 347 págs. ISBN: 978-85-63560-18-6 [edição original: À rebours, Charpentier (França), 1884]

    20 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 180
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Charles-Marie-Georges Huysmans profile picture

    Charles-Marie-Georges Huysmans

    Joris Karl Huysmans foi um escritor francês e crítico de arte, primeiramente associado a Émile Zola e ao grupo dos naturalistas. Depois, juntou-se ao Movimento Decadentista francês. Huysmans era "<i>um artista maior do que Zola</i>", segundo o crítico Ford Maddox Ford (1873-1939), no Marchas da literatura (1938): "<i>... (que) deixou as catedrais e as estradas deste mundo em 1907, e não suponho que se ouvirá, ao menos uma vez, em qualquer época, seu nome mencionado em reuniões literárias</i>". A conversão de Huysmans, do Satanismo ao Catolicismo, da obsessão por sensações bizarras à busca da vida espiritual, pode ser seguida em livros como À Rebours (1884), Là-bas (1891) e La Cathédrale (1898).

    16 Livros
    14 Seguidores

    Charles-Marie-Georges Huysmans