A Curious Beginning (Veronica Speedwell #1) -

    Deanna Raybourn

    Berkley Books
    2016
    340 páginas
    11h 20m
    ISBN-10: 0451476026

    London, 1887. After burying her spinster aunt, orphaned Veronica Speedwell is free to resume her world travels in pursuit of scientific inquiry—and the occasional romantic dalliance. As familiar with hunting butterflies as with fending off admirers, Veronica intends to embark upon the journey of a lifetime. But fate has other plans when Veronica thwarts her own attempted abduction with the help of an enigmatic German baron, who offers her sanctuary in the care of his friend Stoker, a reclusive and bad-tempered natural historian. But before the baron can reveal what he knows of the plot against her, he is found murdered—leaving Veronica and Stoker on the run from an elusive assailant as wary partners in search of the villainous truth.

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    Carolina Leocadio16/05/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Às vezes eu acho que não me odeio, então pego livros como este e fico em dúvida se é verdade.

    Se tivesse abandonado o livro como queria mês passado, estaria frustrada e aborrecida dele não ter atingido minhas expectativas, mas pelo menos conseguiria dar 2 estrelas. Porém eu decidi ir até o fim e agora não consigo dar mais que 1 estrela. Além disso, não estou mais aborrecida ou frustrada. Estou PUTA! Minha vontade de espancar a Deanna com este livro até eu perder minhas forças. Ela não apanharia por muito tempo; verdade seja dita, eu não tenho mais energias para esses livros que prometem aventura com uma protagonista sagaz que quebra regras e um charmoso rapaz a tiracolo mas entregam uma história que já vi antes - e muitas vezes - girando ao redor de uma chata de galocha metida a besta e um panaca. Deanna Rayborn não conseguiu botar um pingo de originalidade na sua protagonista de romance histórico. Eu não esperava muita coisa e concluí o livro decepcionada do mesmo jeito. Óbvio que não acreditei quando Veronica Speedwell foi vendida como uma personagem aventureira à frente do seu tempo, ~diferente~ das outras donzelas do seu círculo social, feminista pra caramba. Não nasci ontem e sei que 99% das vezes isso encobre a dura verdade: uma protagonista que quebrou padrões (sem notar o quanto é privilegiada por ter conseguido isso)e julga as outras mulheres por não terem seguido o mesmo caminho. As que genuinamente estão felizes e satisfeitas em não serem mais do que esperam delas, Veronica diminui. Como se casar, ter filhos e gostar de conversar sobre frivolidades ao invés de embarcar em expedições pelo mundo fosse algo menor. No fundo, entendo o horror de Veronica a tudo que é considerado adequado ao sexo feminino no século XIX. Mas Deanna é uma mulher do século XX, que provavelmente já viu abordagens equivocadas assim em outros livros. Isso não é feminismo, isso não é sororidade. Se não repetisse, seria menos um problema deste livro. Mas ela preferiu entregar ao leitor uma personagem arrogante, metida, grossa. Eu não vou aliviar a barra dela só por ser mulher. Se houvesse um personagem masculino no livro com os mesmos defeitos de Veronica, o ranço seria igual. Céus, se existisse a palavra "womenplaining", eu usaria para definir cada momento em que NINGUÉM perguntou sobre borboletas e ela dá uma palestra sobre o assunto, aproveitando para se vangloriar das expedições que participou, dos lugares que conheceu, das bebidas exóticas que experimentou, das espécies que descobriu e classificou, do perigo que correu, dos homens que beijou, de como é solicitada pelos museus e colecionadores por ser uma cientista tão competente. Ela fala isso para cientistas mais experientes que ela, para o garoto que cuida dos cavalos, para a mulher que divide o trem o com ela. Ninguém nunca pergunta, ninguém nunca se importa, mas o fogo para se vangloriar parece sempre a vencer. É chato. É de revirar os olhos. Ainda por cima, é constrangedor quando ela vem com esse papo para cima de Stoker: muito mais velho que ela, muito mais experiente que ela e que ainda publicou diversos volumes - diferente dela. É forçado quando a gente lembra que, sendo mulher, ela não poderia ter feito nem metade disso. Veronica pode não ter viajado, mas a autora com certeza "aprendeu a voar". E o Stoker. Também não é diferente dos personagens masculinos de romances históricos. Ele é um homem carrancudo com um passado misterioso - que não tive a menor curiosidade de saber. Segue a linha antes-sofria-agora-sou-fria que não me comoveu. Ele tem cicatrizes no corpo e calos nas mãos derivado do seu trabalho, mas pasmem: nada disso o impediu de ser lindo de morrer, segundo Veronica (a feminista que não está nem aí para homem, mas a descrição de como ele é bonito é a primeira coisa que ela menciona). Por último temos a parte principal deste livro: o sequestro de Veronica. No início nos perguntamos quem quer sequestrar nossa mocinha; se bem que lá pela metade do livro a gente se pergunta QUEM NÃO QUER sequestrar essa chata e dar um fim nela. O que posso dizer sobre esse ponto do livro é: assim como Veronica, como Stoker e as confusões que pelo caminho, isso decepcionou. Às vezes me deparo com uns livros que me fazem pensar: valeu a pena? Não, não valeu. Perdi meu tempo, menosprezei a cara educação que meus pais me deram, desprezei o trabalho de alfabetização da minha tia da escola, submeti meus olhos a algo traumático. Mas a pior parte é quando penso nas árvores mortas para que o livro tivesse uma versão física. RIP, suas mortes desnecessárias serão vingadas.

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