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    Mort Cinder -

    Hector G. Oesterheld, Breccia

    Figura
    2018
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788559770032
    Português Brasileiro
    4.5
    155 avaliações
    Leram203Lendo11Querem158Relendo0Abandonos3Resenhas15
    Favoritos32Desejados158Avaliaram155

    “Héctor Oesterheld é o maior escritor de quadrinhos que já encontrei, porque era capaz de transformar uma gag numa pequena novela. Era um mestre da narrativa”. (Hugo Pratt) “A história dos quadrinhos é dividida em duas épocas: a que vem antes e a que vem depois de Alberto Breccia”. (Frank Miller) O ENREDO Ezra Winston, proprietário de um antiquário londrino, vive cercado de objetos que trazem um pedaço da história. Um dia, um relógio estilo Luís VI misteriosamente volta a funcionar, enquanto lhe chega as mãos um intrigante amuleto. Ambos serão a chave de um intrincado enigma que fará Ezra adentrar pelos sombrios subúrbios de Londres, até levá-lo ao encontro de um ser imortal: Mort Cinder, o homem das mil mortes, se erguerá uma vez mais de sua tumba. Junto ao pó de suas roupas, está todo o peso da saga humana sobre a Terra: as obras da Torre de Babel, os navios do tráfico de escravos, as trincheiras da I Guerra Mundial, a mítica batalha das Termópilas... Mort Cinder esteve em meio a tudo isso, e volta ao mundo dos vivos para contar. Como escreve Eduardo Risso no prefácio dessa edição: “Oesterheld foi, penso eu, um dos mais prolíficos roteiristas de sua época; sem temor de escrever sobre qualquer gênero e procurando sempre sondar a profundidade do ser humano, com todo o valioso e o insignificante que nele prospera”. E sobre Alberto Breccia, Risso reflete: “Nesta obra se traduz todo o potencial artístico de Breccia. Ele se atreve a cruzar limites inimagináveis e obtém sua máxima maturidade, que o levaram depois a romper com seus próprios parâmetros.”

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    Joao Antonio picture
    Joao Antonio02/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma obra "velha" e atemporal.

    Os quadrinhos como forma de arte sofrem bastante preconceito. Sempre são considerados como obras infantis ou mesmo quando são "coisa de gente grande" parece que sempre estão vários degraus abaixo de sua prima mais cult, a literatura. Alguns autores tentaram criar essa ponte e gritar, esbravejar, que os quadrinhos também são Arte (com A mesmo) e que podem ser cultos, eruditos. A escola dos anos 80 foi de fato fundamental pra isso. Autores como Neil Gaiman, Alan Moore, Frank Miller, entre outros, criaram histórias maravilhosas e de teor e peso literários, mostrando que quadrinhos também são dignos de ser estudados dentro das paredes da academia. Isso tudo é muito claro. O que me surpreende é ver uma história datada da década de 60 também fazer isso, e fazer de forma monumental. Isso é o que Osterheld fez em Mort Cinder. Vejam, aqui o tom é velho. Parece aquelas séries de ficção científica dos anos 60 - 70 (que eu particularmente adoro, tipo Twilight Zone), mas o texto de Osterheld é literatura pura. Uma literatura antiga, narrada, contada, que usa a História como subterfúgio para criar narrativas fantásticas. É uma mistura de erudição com uma literatura de banca de jornal que lembra as histórias pulp, e tudo isso para nos contar contos sensacionais. A hq é uma verdadeira viagem com um clima noir (méritos totais para a arte acachapante de Breccia) que vai desde estórias que se passam em um navio negreiro, torre de Babel e a batalha das Termopilas. É algo delicioso de se ler e a meu ver, fez magistralmente o que a "turma dos anos 80" quis fazer como slogan principal: mostrar que os quadrinhos também são Arte.

    28 curtidas

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    4.5 / 155
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Héctor Germán Oesterheld

    Héctor Germán Oesterheld (23 de julho de 1919-desaparecido em 1977) foi um escritor de quadrinhos argentino, filho do alemão Fernando Oesterheld e de Elvira Ana Puyol. Escreveu numerosos relatos breves de ficção científica e romances, e publicou em revistas como "Misterix", "Hora Cero" e "Frontera", sendo suas series mais conhecidas Sargento Kirk, Bull Rocket e O Eternauta, considerada sua obra-prima.

    13 Livros
    10 Seguidores

    Héctor Germán Oesterheld