Na edição deste mês, o Le Monde Diplomatique Brasil debate: O que esperar das eleições que aproximam? Lincoln Secco analisa o pleito como mais uma etapa de normalização do golpe de 2016. “O discurso ‘responsável’ do centro teve um apelo nulo, enquanto as incongruências da direita começaram lentamente a cavar espaço na mídia convencional”, compara. De acordo com o professor de História da USP, “a verdadeira funcionalidade do malabarismo discursivo direitista não é só desmoralizar a política e, assim, conquistar um voto de protesto. Trata-se de representar eleitoralmente a última ideia de uma sociedade moribunda: o Estado policial democrático”. Complementando a avaliação de Secco, Leonardo Avritzer traça a rota do que seria uma retomada do Estado social. Para o sociólogo e professor da UFMG, “esta eleição se diferencia de outras da Nova República porque terá um aspecto central: a restauração de uma concepção pública de Estado em contraposição à forma privada hegemonizada pelo mercado financeiro que se instalou depois do impeachment”.
Le Monde Diplomatique #133 - Os perigos da eleição
não informado
Instituto Polis Rev
2018
40 páginas
1h 20m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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