Autobiografia escrita com Flavio de Souza, cujo título define todas suas intenções. Foi tirado de um trecho da ária da ópera Tosca, de Giacomo Puccini, libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, em que diz: "Vissi d’arte, vissi d’amore. Non feci mai male ad anima viva!" (Vivi de arte, vivi de amor. Nunca fiz mal a nenhuma criatura viva). E realmente, este livro mostra que Marília Pêra vive plenamente de e para o teatro, não faz fofocas e nem conta casos excitantes que poderiam apimentar sua história. Vale pela vida que conta, mas precisava de um pouco mais de carinho na revisão final. Tem-se a impressão que precisava ser "passado a limpo" para aparar as rebarbas.
