Um refugiado se lança no coração do Pacífico. Quando o incerto ainda é mais seguro que sua terra. Única alternativa é chegar. Sem bagagem. Seu corpo é testemunha, prova e grito duma gente - um tempo - que já não existe. Quarto livro do pugilista lírico, A revolução dos feios é uma escolha pela contramão, pelas miudezas que não se calam, invisíveis que não se dobram. Feiura aqui não é apenas uma questão estética, absoluta. É desajuste, ruptura. Como aquela bailarina sem pés, que ganha a vida dançando na rua, Ni Brisant escreve. Sua bandeira é o vento. Sem glória ou palanque. A revolução não cabe em discursos. Há quem escreva sobre seu tempo, sobre sua gente, seus demônios. Ni escreve com. A revolução será lida.


