A Um Deus Desconhecido (Miniatura) -

    John Steinbeck

    Paulus
    2016
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9789723829822
    Português

    As antigas crenças pagãs, as grandes epopeias gregas e os relatos da Bíblia servem de base a este romance extraordinário, que Steinbeck demorou cinco longos anos a escrever. Cumprindo a promessa feita ao pai antes da sua morte, Joseph Wayne parte para o Oeste com o desejo de criar uma quinta próspera na Califórnia. Aí encontra uma bela e imponente árvore e acredita estar nela incorporado o espírito do pai. Os irmãos e respetivas famílias, que foram viver com ele, beneficiam dos êxitos e da prosperidade de Joseph, e a quinta cresce — até um dos irmãos, assustado pelas suas crenças pagãs, decidir cortar a árvore, fazendo com que a doença e a fome se abatam de súbito sobre todos eles. A Um Deus Desconhecido é um romance quase místico, que tem por tema central o modo como os homens tentam controlar as forças da natureza e ao mesmo tempo compreender a sua relação com Deus e com o inconsciente.

    Edições (6)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Carla Flores picture
    Carla Flores05/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vida - morte - vida

    Vou começar essa resenha com uma frase de Clarissa Pinkola Estés: “A morte está sempre no processo de incubar uma vida nova, mesmo quando nossa existência foi retaliada em ossos.” Em "A um Deus desconhecido" Steinbeck fala nas entrelinhas, como sempre. Mas aqui ele faz um mix religioso em que não importa que nome se dá à religião, o deus é um só e ele é inegável infalível, implacável. É um livro sobre deixar pra trás, desapegar, aceitar o momento de deixar a coisa morrer, se abrir pro novo. É também sobre a criação do mito. O que acontece que nos leva a acreditar cegamente que as coisas funcionam de um determinado jeito por causa de determinada circunstância? Aceitar que ama, aceitar que odeia, aceitar que matou, aceitar que já não é mais criança, aceitar a morte. Aceitação! Quanto sacrifício a gente faz para permanecer numa situação, numa vida, numa forma? O ritmo da natureza, assim como o equilíbrio advindo do constante movimento da bicicleta, é a vida - morte - vida. "[...] e cada pessoa se tornava parte do corpo dançante, e a alma desse corpo era o ritmo." "[...] tudo quanto morre." "[...] eu sou a terra, a erva brotará de mim dentro em pouco." "[...] a sua natureza era a natureza da terra." Steinbeck mostra protestantes, católicos, hindus, druidas, índios, e como coabitam. Um livro incrível como toda obra de John Steinbeck, o cara das emoções, dos trejeitos, dos significados ocultos, da profundidade, da linhagem e ancestralidade.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 65
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%