Lupita gostava de engomar -

    Laura Esquivel

    Bertrand Brasil
    2018
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788528623086
    Português Brasileiro

    Novo romance da autora do best-seller internacional Como água para chocolate. Lupita é policial, com problemas de alcoolismo e um passado de violência, que sobrevive dia após dia em um meio onde reinam as aparências, o dinheiro e o poder — uma sociedade marcada por injustiça, desamparo e impotência. Tudo muda quando ela, no lugar errado na hora errada, é a única testemunha do assassinato de um político. Incapaz de lembrar dos detalhes crime, Lupita logo percebe que sua própria vida está em risco e que precisa, para se salvar, desvendar uma misteriosa trama, que envolve interesses políticos obscuros, redes de corrupção e tráfico de drogas. Com sua linguagem característica, cheia de oralidade, uma pitada de lenda e uma refrescante dose de humor negro, Laura Esquivel revela uma parábola moral fascinante de um mundo em crise que perdeu o rumo e no qual todos somos um pouco Lupita, buscando algo que nos livre do desamor. É a história de uma mulher excepcional, uma personagem oposta ao conceito clássico de heroína.

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    Laura Maria Vieira Pereira24/07/2020Resenhou um livro
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    Lupita gostava de sobreviver

    Numa prosa extremamente fluida e poética, Laura Esquivel conta-nos a história da policial Lupita: a que gostava de engomar; de encher a cara; de lavar; de se autocomiserar; de destratar; de tricotar e bordar; de dançar; de ter razão; de observar o céu; de solidão e silêncio; de correr; de semear; de proteger; de deduzir; de perguntar; de fazer amor. Mas, acima de tudo, Lupita gostava de sobreviver. E é uma sobrevivente na total acepção do termo. Na ânsia por aceitação, nossa encantadora protagonista, por vezes, coloca-se nas mais diversas situações de risco. Violentada pelo próprio padrasto, Lupita refugia-se no álcool. Engravida de um sujeito abusivo e, de forma extremamente dolorosa, mata acidentalmente o próprio filho. Na prisão, refugia-se nos serviços manuais, e descobre que a solidão pode ser uma bênção. Com tanta força, a despeito de suas fragilidades, Lupita será a pedra no sapato de criminosos ligados a gente poderosa, e se encontrará numa situação perigosa e um tanto inverossímil. Através de Lupita, compreendemos como mulheres que, embora tenham conhecido a exclusão muito cedo e, consequentemente, a mais completa solidão, podem construir uma força interior terrível: ao ultrapassar o passado, conseguem vencer a si mesmas.

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