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    A Relíquia

    Eça de Queiroz

    Lafonte
    2018
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788581862774
    Português Brasileiro
    3.4
    62 avaliações
    Leram86Lendo12Querem71Relendo0Abandonos8Resenhas4
    Favoritos1Desejados71Avaliaram62
    Resenhas (4)Ver mais
    Eduardo Silva picture
    Eduardo Silva17/09/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A relíquia, de Eça de Queiroz

    O livro trata- se mais uma das obras clássicas da vida de Eça de Queiroz, escritor português do século XIX e XX que tenta, pela escola literária que pertencia, construir algum tipo de identidade portuguesa, como os conflitos entre a moral e a igreja, sejam eles expressados ou não por meio dos personagens , visto que todos possuem algum tipo de ambiguidade e falha de caráter. Esta edição em específico, conta com alguns erros gráficos: concordância nominal, palavras com grafia errada, letras pequenas e falta de notas de rodapé explicativas de alguns termos sem fácil acesso na Internet. Entratanto, é possível sim, aprender e se deleitar.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 62
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas45%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas6%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz