A Nossa Cor é um romance que descreve o ambiente de um Centro de Processamento de Dados da década de 1980, tempo em que reinavam os computadores imensos chamados mainframes, que ocupavam salas inteiras. A história se passa toda dentro de um ambiente de trabalho, e aborda os problemas inerentes à vida dentro de uma empresa brasileira de tamanho médio: a alienação, as fofocas, a luta pelo poder etc. Como um segundo enfoque, e aproveitando esse ambiente apropriado, a obra aborda o delicado tema do racismo brasileiro de forma inovadora, sem copiar os modelos estrangeiros que tratam do assunto. Aqui não se trata de "brancos" e "negros", mas de uma incontável gradação de cores e de formas. Isso se traduz numa sutil escala de valores que para o homem médio permanece inconsciente, mas que pode ser percebida por um observador treinado. Não há dúvida de que pelo menos até a década de 1960 o racismo era muito mais intenso nos Estados Unidos do que no Brasil. Como ele evoluiu, desde então? Tudo indica que, nos países do Primeiro Mundo, ele tornou-se parecido com o nosso: primeiro, ficou mais inconsciente, e depois, passou a admitir a nossa gradação. A recente eleição de Barack Obama suscita uma rediscussão desse assunto. Somos tão liberais quanto se imagina, ou nossa celebrada cordialidade é apenas covardia? Por que o racismo entre nós continua mais inconsciente que nos outros países? Enfim, esta é a mistura que o autor oferece ao leitor neste livro: vida profissional e racismo.
A nossa cor - Um retrato do racismo no Brasil
Cleber Resende
Biblioteca24x7
2009
270 páginas
9h 0m
ISBN-9: 857893172
Português Brasileiro
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