Hygge - O segredo dos dinamarqueses para uma vida feliz em qualquer lugar

    Meik Wiking

    Leya
    2018
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788544107607
    Português Brasileiro

    Best-seller internacional, com direitos de publicação vendidos para 26 países, Hygge – O segredo dos dinamarqueses para uma vida feliz em qualquer lugar apresenta o pilar da vida dinamarquesa e oferece dicas e ideias para incorporá-lo ao nosso dia a dia. A Dinamarca é apontada como o país mais feliz do mundo, e os motivos para isso vão muito além das suas condições políticas e sociais. Os dinamarqueses têm hábitos muito simples e uma maneira particular de ver a vida, que os ajudam a se sentir felizes, não importa o que aconteça. A boa notícia é que tudo isso pode ser importado por qualquer país do mundo, inclusive o Brasil! Meik Wiking, o autor do livro, é CEO do Instituto de Pesquisa sobre a Felicidade, ou seja, sabe muito bem do que está falando. E ele afirma que o segredo da felicidade dinamarquesa é o hygge (pronuncia-se “rôga”), um sentimento de conforto, convivência e bem-estar que pode ser criado em qualquer tempo e lugar. O hygge resiste até mesmo à realidade do Brasil porque, muito antes de estar diretamente relacionado ao que nos cerca, é um estado de felicidade que pode ser acalentado e incentivado com pequenas atitudes. Afinal, uma das definições possíveis para essa palavra estranha é a arte de criar uma sensação de aconchego. Ou seja, se aninhar no sofá no inverno, com uma manta quentinha, uma xícara de café e um pedaço de bolo macio é hygge, mas cochilar à sombra de uma árvore, na beira da praia, sentindo a brisa que sopra no fim de uma tarde de verão, também. Em outras palavras, hygge é conforto, clima, presença, prazer, igualdade, gratidão, harmonia, trégua, intimidade e abrigo. É bolo, café, chocolate, vela, livro, árvore e jogo de tabuleiro. Também é cheiro de grama recém-aparada, pele bronzeada, filtro solar, água salgada, churrasco, piquenique e passeio de bicicleta. E, do mesmo modo, é respeito, acolhimento, pertencimento, coletividade e simplicidade. Talvez a melhor tradução para o hygge seja se sentir em casa, tanto com nós mesmos quanto com o que está imediatamente à nossa volta e com o mundo como um todo. Quando nos sentimos em casa, não são as coisas que o dinheiro pode comprar que importam, mas o conforto, a alegria, a felicidade e o bem-estar – e as nossas fronteiras se alargam. Esse parece ser o segredo máximo do hygge: antes do “eu” vem o “nós”. Conheça Hygge – O segredo dos dinamarqueses para uma vida feliz em qualquer lugar e dê felicidade para quem você ama!

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    Adriano Rodrigues picture
    Adriano Rodrigues18/02/2018Resenhou um livro
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    Um conceito complicado para o Brasil

    "Hygge" (pronuncia-se "ruga", ou quase isso) é um conceito dinamarquês de difícil tradução, mas que se relaciona a conforto, segurança, e o hedonismo epicúreo dos prazeres da vida simples na companhia dos bons amigos. Embora isso possa ser alcançado em qualquer lugar do mundo, os dinamarqueses elevam a ideia ao nível de arte e estilo de vida, o que inclui seus fetiches específicos (velas e iluminação leve, livros, cores amenas, janelas e lareiras, etc.). Hygge é, segundo o autor, um dos motivos de os dinamarqueses serem considerados, ano após ano, as pessoas mais felizes do mundo. O livro, que é de fato pequeno, mas muito bonito, explica passo a passo o que é Hygge e como recriá-lo fora da Dinamarca. Apesar das instruções claras, o brasileiro encontrará grandes dificuldades: parece que quase tudo foi pensado para o clima frio e escuro da Escandinávia, e é impossível no Brasil. Quem aqui no verão (ou mesmo no inverno!) colocaria meias e um suéter, sentando-se ao lado de uma lareira vendo a neve cair pela janela de seu Hyggekrog? O conceito foi pensado para amenizar o clima de frio quase constante da Escandinávia, mas o nosso problema é outro: o calor extremo. Por isso fica a sugestão: leia o livro e tente traduzir a ideia para a sucursal do inferno que é o verão brasileiro. Outra dificuldade do livro é financeira: os dinamarqueses recebem bons salários, e mesmo os desempregados tem o estado do bem-estar social para ampará-los, de modo que o Hygge se torna alcançável para eles: quase como feng-shui existe toda uma combinação de fatores, arquitetônicos e decorativos, pensados para maximizar o Hygge. Embora o autor dê boas sugestões de como alcançar o Hygge com pouco dinheiro, e inclusive afirme que o fator monetário é irrelevante, duvido que o resultado seja realmente tão agradável quanto o esperado. Pode-se dizer que Hygge é, essencialmente, uma coisa da classe média, que é grande nos países nórdicos, mas cada vez menor no Brasil. Apesar dos problemas fica a sugestão de um bom livro com ótimas ideias. As fotos em especial são muito bonitas, de modo que este é um ótimo coffee table book para se folhear de vez em quando e buscar ideias bacanas para tornar nossas vidas mais agradáveis.

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