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    Leonardo da Vinci e os sete crimes de Roma -

    Guillaume Prévost

    Gutenberg
    2018
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788582355480
    Português Brasileiro
    3.9
    75 avaliações
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    Favoritos4Desejados175Avaliaram75

    Roma, dezembro de 1514. A poucos dias do Natal, o corpo decapitado de um jovem é descoberto em cima da estátua do imperador Marco Aurélio. Uma inscrição feita com sangue assina o crime: Eum qui peccat. [Aquele que peca. ]. Dias depois, um velho é encontrado morto e nu, pendurado numa escada no Fórum. A Coluna de Trajano revela seu fúnebre segredo e a inscrição: Deus castigat [Deus castiga]. A sangrenta encenação está apenas começando Instalado há pouco no Vaticano, envolvido com seus trabalhos de anatomia, pintura e ótica, Leonardo da Vinci se apaixona pelo caso. Como interpretar os sombrios detalhes que cercam os crimes? o papa e a cristandade estariam sendo desafiados? Com a ajuda de Guido Sinibaldi, um jovem estudante de medicina, o pintor tenta desmascarar um assassino que demonstra tanto inteligência em desorientar as investigações quanto crueldade em executar suas vítimas. Um thriller diabólico que, dos mistérios da biblioteca do Vaticano aos segredos das ruínas antigas, nos arrebata num jogo de pistas vibrante, inteligente e macabro.

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    Saga Literária picture
    Saga Literária16/01/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Blog Saga Literária

    Resenha: Escrito por Guillaume Prévost, em "Leonardo da Vinci e Os Sete Crimes de Roma" somos levados para a cidade de Roma do século XVI e a trama se inicia em uma manhã do dia 20 de dezembro de 1514. Logo nos primeiros raios de sol, conhecemos Guido Sinibaldi, um jovem estudante de medicina e filho do falecido xerife da cidade, Vicenzo Sinibaldi. Guido é acordado por Flavio Barberi, filho do atual capitão da polícia local. Flavio informa ao amigo que algo terrível aconteceu na coluna do velho Imperador romano Marco Aurélio e que ele deveria o acompanhar até o local. Ao chegar na praça que fica o monumento em homenagem ao antigo imperador, Guido percebe uma grande movimentação em torno da coluna e ao alto ele vislumbra Marco Aurélio montado em seu cavalo, mas ele não está sozinho, existe um corpo nu e decapitado com uma espada fincada nas costas. Esse corpo está na garupa do cavalo com os braços envolvendo o antigo imperador. Guido não consegue identificar em meio à multidão se a vítima é um homem ou uma mulher, mas por ter Flavio como amigo e ser bem quisto pelo atual chefe de polícia, ele consegue acesso ao local e descobre que a vítima é um homem. Não bastasse toda a brutalidade, ao acessar as escadas internas que levam até o monumento, Guido em meio ao breu, consegue ver a mensagem Eum qui peccat (aquele que peca) e essa mensagem foi escrita com sangue, provavelmente da vítima. O corpo é levado pela polícia e passa por uma série de análises realizadas por médicos e Guido é convidado por Barberi, chefe de polícia, para acompanhar as análises e para a surpresa do jovem médico, em um canto da sala onde está sendo realizada as análises, encontra-se um velho homem de cabelos brancos. Ele está observando o corpo e ouvindo tudo o que está sendo dito, mas ele próprio faz as suas observações de longe e guarda para sí, até que é convidado pelo chefe de polícia para ter a sua vez e dar o seu veredito sobre o que aconteceu com a vítima, mas ele não é médico e ainda assim é extremamente respeitado por todos, ele é Leonardo Da Vinci. Guido fica admirado com essa figura importante e passa a acompanha-lo de longe nos encontros posteriores que visam solucionar o crime, mas isso não passa despercebido pelo polímata e em dado momento ele questiona Guido do porque dele ter demorado tanto para se aproximar. Leonardo e Guido se aproximam e passam a debater sobre o assassinato, mas esse crime ainda é um verdadeiro mistério e não há muitas pistas sobre quem é o verdadeiro responsável. Eles tem apenas um suspeito, um homem mascarado que participou de um baile a fantasia em frente ao local do crime. Esse é um fato que intriga todos, pois o homem no início do baile portava uma espada, contudo ao final, estava carregando um machado. "O espetáculo que vi, naquela funesta noite de Natal, ficou gravado para sempre em minha memória. O Fórum, recoberto pela neve como uma paisagem de cinzas, brilhava com uma claridade pálida sob a escuridão do céu. Os vestígios gloriosos do passado, de Roma, envoltos também naquele vestido branco, pareciam uma companhia de fantasmas extraviados [...]" p. 63. Com o contato direto com Da Vinci, Guido vê diversas portas se abrindo para ele. O médico é apresentado para os ricos e poderosos de Roma. Ele consegue acesso a biblioteca vaticana e até mesmo participa de uma festa natalina na casa de um Médici. Mas, o mistério paira no ar e o terror toma conta de parte da população e, para piorar toda a situação, algum tempo depois outro crime abala as fundações da cidade e assombra ainda mais os romanos quando um corpo nu é encontrado com as mãos amarradas nas costas e com a cabeça caída sobre o ombro nas escadarias do Fórum. "Da Vinci e eu refazíamos o trajeto que eu percorrera na véspera e que me levara até a macabra descoberta do Fórum. A neve cessara, mas uma camada de branco e sujo recobria ainda o Corso, pisado e maculado por dezenas de romanos e por alguns animais errantes em busca de comida [...]" p. 65. Opinião: Leonardo Da Vinci e Os Sete Crimes de Roma é um thriller eletrizante, envolvente e de rápida leitura. A trama é ambientada da cidade de Roma do século XVI e fica claro que o autor realizou pesquisas para elaborar a história, pois ele nos apresenta uma trama rica em detalhes. Outro aspecto interessante e não menos importante é a inserção de figuras e referencias de personagens históricos como o Papa Leão X, os Médici e artistas renomados como Bosch, Michelangelo e Rafel. Esses personagens, bem como a utilização de monumentos históricos e outros detalhes regionais enriquecem e muito a história. A construção do enredo é feita aos poucos, a narrativa é direta e eletrizante e em alguns momentos me lembrou os livros do Dan Brown, pelo estilo de escrita e principalmente pelas referências aos monumentos e marcos históricos. Outro aspecto sobre a narrativa é que ela ocorre sob a perspectiva de Guido. Os personagens considerados principais Guido e Leonardo Da Vinci são carismáticos. Guido é um homem curioso e inteligente, ele é prestativo e sempre está disposto a aprender coisas novas, mas também em prestar ajuda ao mestre Da Vinci. Esse último é um homem extremamente inteligente e renomado. Leonardo Da Vinci é considerado um cientista, mas também engenheiro, matemático, pintor, arquiteto, inventor, poeta, herborista e muito mais. Ele é rápido em seus pensamentos e na análise do fato, é um homem que apesar da idade continua sendo extremamente perspicaz e curioso. A dupla Guido e Da Vinci em alguns momentos me lembrou uma dupla muito famosa dos livros de romance policial, Watson e Holmes; guardadas as devidas proporções. O autor não poupa detalhes sobre as condições das vítimas, demonstrando toda a crueldade que foram submetidas. Prévost também demonstra de forma sutil os conflitos que Da Vinci teve com a Igreja Católica nos anos finais de sua vida e isso foi motivado principalmente pelos estudos de anatomia que realizou. Ainda em se tratando da Igreja Católica, o autor demonstra suaa influência e poder no aspecto social e político da época. No que tange aos enigmas e mistérios apresentados durante a trama, são interessantes e desvendados aos poucos pelas pistas que são deixadas, o que aguça ainda mais a curiosidade do leitor, ao menos eu fiquei imaginando algumas situações dos crimes e principalmente o desfecho. Em suma, esse é um livro rico em detalhes e bem desenvolvido, só o fato de ter Leonardo Da Vinci como um dos personagens principais já despertou em muito a minha curiosidade e foi um dos fatores principais que me motivou a realizar essa leitura, juntamente com outro aspecto que foi poder conhecer um pouco da Roma de cinco séculos atrás. Se você gosta de história e principalmente um bom livro de suspense e mistérios, esse é o livro perfeito para você. Super recomendo!

    18 curtidas

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    3.9 / 75
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas3%
    Guillaume Prévost profile picture

    Guillaume Prévost

    Nasceu em 1964, em Madagascar. Foi professor de história e lecionou em um colégio em Paris, e também já trabalhou fazendo críticas literárias. Apaixonado por história, depois começou a escrever ficção. O Livro do Tempo, sua primeira obra dedicada ao público jovem, é uma aventura emocionante que retrata importantes momentos da história mundial.

    7 Livros
    20 Seguidores

    Guillaume Prévost