A segunda parte do livro “Política e Vocação Brasileira" aborda não só a política em si, mas sua relação com o Estado. Para Weber, o conceito da atividade é amplo, e abrange todas as especialidades das atividades autônomas e diretivas. Indivíduos se reúnem dentro de um território para realizar essas ações, tendo como meio a criação de um Estado. O Estado, para o autor, é definido como o instituto político que tem o uso legítimo da força. Trata-se de um instrumento burocratizado, que possui o monopólio da coerção física e do ordenamento jurídico. Na sua versão moderna, se põe acima de outras instituições nas diretivas de uma comunidade humana. A política é um conjunto de esforços dos membros da sociedade para participar ou dividir esse poder. A divisão pode ser feita entre estados (unidades federativas, como no Brasil) ou no interior deles. Todo homem que se entrega à política aspira ao poder. Ele pode ter um ideal que deseja pôr em prática ou apenas ser egoísta. No seu sentido mais trivial, o Estado é o poder de dominação de um homem sobre o outro. Para ter o prestígio que o instituto confere, o político deve estar adequado aos fundamentos que legitimam sua ação. O primeiro é o poder tradicional, exercido pelos donos das terras. Em seguida vem o poder carismático, detido pelo dirigente ou carismático. Em terceiro o poder da legalidade, aplicado pela autoridade responsável pelos estatutos estabelecidos.
Política e Vocação Brasileira (1 #2º Edição) - Leituras Transdisciplinares
Suzana Guerra
Editora FI
2017
419 páginas
13h 58m
ISBN-13: 9788556961327
Português Brasileiro
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