Parque Industrial - Romance Proletário

    Mara Lobo

    Editorial Linha a Linha
    2018
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788554322007
    Português Brasileiro

    Pagu tornou-se, nas últimas décadas, quase um mito do modernismo brasileiro. Sua principal obra literária, Parque Industrial, porém, já não era reeditada impressa no Brasil desde 2006, sendo difícil de ser encontrada até em sebos nos últimos anos. Como nos lembra Augusto de Campos na apresentação da nova edição de Parque Industrial, a autora não tinha sequer completado 23 anos quando as bombásticas páginas encadernadas às pressas eram distribuídas pela primeira vez, na virada do ano de 1932 para 1933. No ano de celebração do 85º aniversário da publicação da obra, a editora Linha a Linha lança, no próximo dia 23 de junho (mês de aniversário de Pagu, que faria 108 anos no último dia 9), uma nova edição impressa de Parque Industrial, que além de preencher esta lacuna para o público brasileiro, é também a primeira edição crítica da obra. Além do texto original do romance de Pagu, a nova edição vem acompanhada de riquíssimas notas explicativas elaboradas por Antoine Chareyre, tradutor da edição francesa e pesquisador da literatura modernista brasileira. As notas situam a leitura no contexto histórico da época e, por vezes, também na própria biografia de Pagu. Dois posfácios, em primeira tradução para a língua portuguesa, fazem desta uma edição imprescindível para os estudiosos do romance e de sua autora: o primeiro deles, escrito por Antoine Chareyre, foi publicado originalmente com a edição francesa e o segundo, um ensaio crítico de Kenneth David Jackson, acompanhou a edição estadunidense da obra.

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    Viviane Vieira17/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mara Lobo é o pseudônimo de Patrícia Galvão, a Pagu. Artista e escritora do movimento modernista, Pagu publicou Parque industrial em 1933. Nessa época, já era uma militante filiada ao Partido Comunista. Seu livro possui uma série de historietas focadas em várias mulheres da classe trabalhadora. Sua crítica à burguesia é direta e reveladora de um período sociocultural fundamental na história do nosso país. É também uma crítica ao feminismo branco e burguês em voga na década; assim como à hipocrisia dos burgueses que se afirmavam alinhados à causa proletária. Foi o primeiro romance proletário brasileiro.

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