O Dia em que Napoleão Fugiu de Santa Helena - Romance Fantástico

    Fernando G. Sampaio

    [Porto Alegre] S. M & B Editores
    1994
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8525063991
    Português Brasileiro

    "O Dia em que Napoleão fugiu de Santa Helena: romance fantástico" / Volume I da Coleção Romances Brasileiros. Sabe-se que no dia 15 de outubro de 1815, Napoleão Bonaparte foi preso e exilado pelos britânicos na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, mais perto da costa da África. O Imperador dos Franceses teria passado os últimos seis anos de sua vida confinado neste local. A autópsia oficial estabelece que ele morreu de câncer no estômago, mas existem suspeitas de um longo e lento envenenamento por arsênico; uma morte muito discutida e ponto central de uma fantástica polêmica: teria sido realmente o Imperador dos Franceses o morto de Santa Helena ou um sósia? E se uma audaciosa conspiração tivesse livrado "o Corso" da sua ilha-prisão em 1817 e — a caminho dos Estados Unidos (ou México) — Napoleão chegasse ao Império do Brasil de D. João VI bem a tempo de ficar e se envolver nos focos revolucionários republicanos na Capitania de Pernambuco em 1817? E nos movimentos liberais da luta pela Independência do Brasil em 1822? ==== https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/revolucao-pernambucana-1817.htm https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_Pernambucana "(...) Foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder. Contou com relativo apoio internacional: os Estados Unidos, que dois anos antes tinham instalado no Recife o seu primeiro Consulado no Brasil e no Hemisfério Sul, devido às relações comerciais com Pernambuco, se mostraram favoráveis à revolução, bem como os ex-oficiais de Napoleão Bonaparte que pretendiam resgatar o seu líder do cativeiro em Santa Helena, levá-lo a Pernambuco e depois a Nova Orleans"... ==== [Apresentação]: '(...) Este livro de Fernando G. Sampaio, em que o processo de Independência Brasileiro é visto e comentado pela ótica de Napoleão Bonaparte, ex-Imperador dos Franceses, é um achado". -- Luiz Afonso Barnewitz / AMEST. [Sobre o Autor]: Nascido no Rio de Janeiro em 1944, Fernando G. Sampaio fez carreira em Porto Alegre, (RS), como professor, jornalista, escritor, conferencista e pesquisador. Colunista da Revista do Globo e do antigo Correio do Povo, onde escreveu sobre ciência e cultura de 1962 a 1984: Pré-História, Arqueologia, Astronomia, Ufologia, Astronáutica, entre outros. Produzindo ensaios de política, religião e História; contos de Ficção Científica, romances e livros de divulgação científica.

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    Daniel de Oliveira Ferreira picture
    Daniel de Oliveira Ferreira04/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O General Engaiolado

    Este livro se fosse uma autobiografia, com certeza, não existiria pois, normalmente, ninguém gosta de expor a sua vida em seus piores momentos. Também não é uma biografia pois trata de um período específico da vida de um personagem deveras importante. Trata-se, enfim, de um livro dedicado a contar parte da história de uma pequena ilha no litoral italiano que, no intervalo de pouco mais de um ano, hospedou o homem que dominou e mobilizou a Europa: Napoleão Bonaparte. Ainda lerei a biografia completa desse francês tão importante pois ainda não sei como um oficial de artilharia do Exército francês, durante o período revolucionário que deitou inúmeras cabeças iluminadas, ascendeu na carreira militar e acabou se autoproclamando imperador. Sim, apesar de ter nascido na Córsega ele era francês pois nessa época essa ilha pertencia à França e não à Itália. O autor mostra-nos que a escolha de Elba foi equivocada dada a proximidade da França e da Itália, permitindo a Napoleão manter contatos com familiares e apoiadores. Então por que os aliados (ingleses, austríacos e russos) não escolheram um destino mais adequado para esse perigoso general? E o autor nos reponde, demonstrando o quanto era difícil esses aliados se entenderem sobre qualquer coisa depois que o inimigo comum já não era uma ameaça. Outro detalhe impensável foi o fato de os aliados permitirem a Napoleão manter-se como rei de Elba. Era muito regalia para um derrotado. Mas Elba era pequena demais para o espírito de Napoleão. Era como se fosse uma pequena gaiola para uma grande águia. E, impaciente, Napoleão governou Elba como se fosse residir na pequena ilha até o fim dos seus dias. Então, Napoleão aproveitando-se da inação e desconfiança mútua dos aliados, saiu de Elba, desembarcou em Toulon e encaminhou-se para Paris sem enfrentar resistência das guarnições francesas que, de cidade em cidade, congratulava-se com o general e engrossava o parco exército que trouxe consigo de Elba. Antes mesmo de chegar em Paris, o reinado do Bourbon esfarelava-se administrativa e militarmente e Luiz XVIII saiu de Paris de um lado enquanto Napoleão entrava do outro. Entretanto, o retorno do Imperador Napoleão foi efêmero. Em pouco mais de três meses Napoleão estava com seu exército enfrentando os ingleses na fatídica batalha de Waterloo e derrotado foi definitivamente exiliado na ilha de Santa Helena, uma pequena ilha no meio do oceano Atlântico a meio caminho entre Angola e Bahia. Mas essa história é contada em outro livro.

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