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    Não deixe meu bebê participar de rodeios -

    Boris Fishman

    Rocco
    2018
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788532531247
    Português Brasileiro
    2.3
    3 avaliações
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    Favoritos0Desejados9Avaliaram3

    Maya Shulman e Alex Rubin se conheceram em 1992; ela, uma estudante ucraniana em intercâmbio cultural, obstinada a ser chef de cozinha, e ele, o filho mimado de imigrantes russos querendo sentir o gosto de uma vida menos previsível. Vinte anos depois, Maya Rubin é uma profissional de saúde nos subúrbios de Nova Jersey, e Alex o vice-diretor da empresa da família. A grande ruptura da vida deles vem na forma do filho de 8 anos, Max – adotado de dois adolescentes de Montana, apesar da opinião de Alex de que “crianças adotadas são cidadãos de segunda classe”. Ao mesmo tempo uma salvação e um mistério para seus pais – com quem a mãe biológica o deixou com a enigmática advertência: “não deixe meu bebê participar de rodeios” – Max de repente revela sua natureza selvagem, interagindo com animais silvestres, comendo capim e fugindo para ficar sentado no leito de um rio com o rosto na água. Procurando respostas, Maya convence Alex a cruzar o país até o estado de Montana para localizar os pais biológicos do menino. Na viagem, é Maya, no entanto, que encontra iluminação: sua já esmaecida natureza selvagem é convocada a um ajuste de contas pela paisagem inclemente, com consequências sísmicas para si mesma e sua nova família. Corajoso e sensível, Não deixe meu bebê participar de rodeios é um romance sobre o mistério da hereditariedade e o verdadeiro significado do pertencimento.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Carlos Lucio picture
    Carlos Lucio03/12/2018Resenhou um livro
    0

    http://gettub.com.br/2018/12/02/nao-deixe-meu-bebe-participar-de-rodeios/

    Adotar uma criança é uma das atitudes mais lindas que alguém pode ter, e todo o processo não é fácil. A burocracia é grande e a adaptação é um desafio. NÃO DEIXE MEU BEBÊ PARTICIPAR DE RODEIOS vai um pouco além ao abordar um casal que começa a ter problemas com o seu filho, e resolver essa questão não vai ser nada fácil, vamos lá! Um casal russo que está se instalando na América se descobre estéril e enxerga na adoção a única possível forma de conseguir um tão sonhado bebê. Depois de muita luta, eles conseguem finalmente adotar uma criança e, durante anos, tudo é perfeito. A calmaria vai para o ralo quando Maya, que está esperando seu filho chegar da escola no ônibus, percebe que o menino não está no veículo escolar e ninguém parece saber para onde ele foi. Horas depois, Max é achado numa fazenda, olhando os peixes num lago, e seu comportamento, depois de ter fugido, fica mais estranho a cada dia. O menino não sabe que é adotado, e seus pais sentem que isso pode estar afetando seu desenvolvimento. Acabam planejando uma viagem para Montana, área rural dos Estados Unidos onde seus pais biológicos moram e onde ele nasceu. E nessa viagem surpresa, Maya espera que seu filho se encontre ao mesmo tempo em que ela e seu marido poderiam resolver seus problemas. Um dos grandes problemas da leitura é a falta de foco. O leitor não sabe se deve se preocupar com o menino cheio de atitudes estranhas, que às vezes gosta de comer capim, ou se deve se preocupar com Maya, mãe do menino, que parece estar à beira de um colapso nervoso. Esses dois arcos ficam se alternando e nenhum deles assume o ponto principal da trama, que acaba se afundando numa infinidade de trivialidades. O casal russo tem uma grande família, que se mete em tudo, e esses parentes estão presentes em grande parte do livro e nos apresentam várias conversas desinteressantes, diálogos que não levam a lugar nenhum e enchem as páginas com futilidades. É difícil saber para onde estamos indo durante a leitura, a falta de foco prejudica até o sentindo central do texto, que se perde em capítulos grandes e numa história que é mal estruturada. E mesmo com uma trama fraca, o livro consegue ter a proeza de não ser uma leitura incômoda. Não é aquela trama que o leitor tem o anseio de abandonar e, muito disso, é graças ao ótimo primeiro arco, que se foca no processo de adoção. A relação do casal imigrante com os pais biológicos do menino é abordada num interessante capítulo, que consegue injetar no texto muito sentimentalismo. De um lado temos o casal jovem que não estava pronto para criar uma criança; e do outro lado, um casal maduro que sente a necessidade gigante de ter um filho. E dentre o processo, a mãe biológica só tem uma condição para aceitar a adoção, que o novo casal não deixe o filho dela participar de rodeios. Tal frase dá título ao livro que poderia ter qualquer outro que não faria muita diferença. A trama apresenta pelo menos uma personagem muito bem desenvolvida e esse posto fica com a mãe adotiva do menino, Maya. Em grande parte, acompanhamos a trama pelo seu ponto de vista e é possível sentir todo o seu medo, desespero e dúvidas, principalmente no arco do desaparecimento do seu filho e quando ele é encontrado. Sua relação com o marido é bastante trabalhada e quase vira o ponto central da história, e para o leitor isso se transforma numa dor de cabeça, já que os problemas conjugais do casal não são nada interessantes de se ler. Com exceção de um diálogo, onde é revelado o porquê de o casal não conseguir ter um filho, e tal revelação se transforma em algo muito real e que muitas mulheres vivem diariamente. Culturalmente, quando se pensa em infertilidade, automaticamente pensamos que é a mulher que tem o problema, o homem é sempre o coitadinho, a vítima da situação. O ponto mais fraco do livro vai para o arco final envolvendo a viagem para Montana. A mãe e seus problemas recebem total foco, e o menino mal abre a boca e seus problemas são esquecidos. É nítido a falta de controle que o autor teve com sua própria trama ao querer abraçar o mundo, acolher todos os problemas e não resolver nenhum deles. No final fica um gosto amargo na boca, a sensação que caminhamos para ir a lugar nenhum. Não é uma trama ruim, mas fica difícil defender um livro que se enrola no seu próprio universo.

    2 curtidas

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    • 1 estrelas33%
    Boris Fishman profile picture

    Boris Fishman

    Boris Fishman nasceu em Minsk, na Bielorrússia, e imigrou para os Estados Unidos em 1988, aos nove anos. Formou-se em literatura russa na Universidade de Princeton, recebeu seu mestrado em ficção na Universidade de Nova York e recebeu residências e bolsas da Fundação de Artes de New York e do Centro de Trabalho de Belas Artes em Provincetown, Massachusetts, entre outros.

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    Boris Fishman