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    A casa da floresta (Ciclo de Avalon #2) - O Segundo Livro do Ciclo de Avalon

    Marion Zimmer Bradley

    Editora Planeta
    2018
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788542214574
    Português Brasileiro
    4.1
    281 avaliações
    Leram386Lendo34Querem1055Relendo1Abandonos19Resenhas59
    Favoritos27Desejados1055Avaliaram281

    As origens de Avalon reveladas em mais um best-seller de Marion Zimmer Bradley As brumas de Avalon, clássica releitura do mito arturiano sob a perspectiva feminina, é a obra-prima da autora Marion Zimmer Bradley. Ao longo dos anos após a escrita do primeiro volume, Bradley se dedicou aos demais romances do chamado Ciclo de Avalon, do qual A Casa da Floresta foi o segundo título a ser publicado. Nos primeiros anos do Império Romano nos territórios da Britânia, os druidas e sua religião seguem duramente massacrados e perseguidos pelas legiões de César. Após a destruição da Casa das Mulheres na sagrada ilha de Mona, as sacerdotisas, que juraram proteger os ritos ancestrais de sabedoria, cura e magia consagrados à Deusa, buscam refúgio em um novo santuário: a Casa da Floresta. Mas o amor não obedece às leis dos homens, e Eilan, futura grã-sacerdotisa, se apaixona por um oficial do exército romano. E no coração desse romance proibido, entre o chamado e a paixão, entre a delicadeza do cisne e a força da águia, está a história da formação da lendária ilha de Avalon.

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    Isabella Wenderroscky picture
    Isabella Wenderroscky21/07/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Antes de Avalon, existiu A Casa da Floresta.

    Quando os romanos conquistaram a Britânia, o choque cultural foi imenso. Várias tribos se rebelaram e foram massacradas para garantir que o domínio do império se consolidasse. Quando a Ilha de Mona foi atacada e suas sacerdotisas violadas, o conhecimento antigo quase desapareceu; anos depois, encontraram um lar na Casa da Floresta, onde tinham a liberdade de manter seus rituais, desde que mantivessem equilibrada a balança entre conquistados e conquistadores. É nesse contexto, entre ódios, rancores e medos, que Eilan – de uma família de druidas – vai se apaixonar por Gaius – um romano que carrega em seu sangue a linhagem da mãe, uma nativa britânica. O destino de ambos será marcado por desencontros e tristezas, influenciando pelas diferenças políticas e religiosas de sua época, enquanto tentam navegar no mar de um período marcado pela instabilidade. Quando comecei essa leitura, sabia que seria ambientada em uma época anterior às Brumas de Avalon e nada mais. Já nas primeiras páginas pude perceber algo que talvez seja uma marca da autora: o começo é complicado. Demorei até pegar o ritmo, me ambientar e realmente aproveitar a experiência. Porém, após alguns capítulos, tudo fluiu e finalizei positivamente surpresa. Apesar de ser anterior ao período arturiano, a sensação que tive foi de que era o oposto; enquanto o livro anterior me passou uma sensação quase mística, aqui foi como algo mais conhecido, concreto e “real” – acredito que principalmente pela grande influência romana, um dos maiores impérios já vistos pela humanidade e presente em várias outras obras. O núcleo desse volume pode ser a relação conturbada entre Eilan e Gaius – que dá origem à linhagem do futuro rei Arthur –, mas o que realmente preenche são as mulheres que servem à Deusa. Dentre elas, além da própria protagonista, vale ressaltar Caillean – a minha personagem favorita. São essas sacerdotisas que entregam a maioria das situações e é através de suas vidas que o leitor acompanha boa parte dos acontecimentos. Uma das coisas que senti falta foi uma passagem de tempo definida, eu fiquei confusa em alguns momentos quando começava um capítulo e descobria, alguns parágrafos depois, através de uma conversa, que anos tinham se passado. Não foi algo que realmente me atrapalhou, mas não reclamaria se tudo fosse mais claro. Depois da metade, alguns cristãos surgem e é interessante observar isso pensando no grande poder que terão no futuro. Tem muita política envolvida e também a procura, de vários personagens, para saber quem realmente é e qual seu lugar naquele mundo em transformação. Eu definitivamente não esperava pelo final e senti uma tristeza singular por aqueles dois que tiveram caminhos tão conturbados. A semente do que, um dia, será Avalon foi plantada. A vontade foi reler o primeiro livro e reencontrar aquelas sacerdotisas tão importantes para sua religião sabendo como foi bem no começo. Como eu disse, foi uma ótima surpresa e definitivamente recomendo.

    22 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 281
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Marion Eleanor Zimmer Bradley profile picture

    Marion Eleanor Zimmer Bradley

    Nasceu em Albany, capital do estado de Nova Iorque, em junho de 1930. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres, impossibilitados, portanto, de oferecer-lhe uma educação esmerada. Teve que começar a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe. Marion, com o presente oferecido pela mãe, começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se a um grupo de activistas lésbicas denominado Daughters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário. As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover (um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987) (lançado no Brasil com o título de "Incêndio de Tróia"), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983). Em 1985, Marion Bradley lançou um novo livro, especialmente destinado ao público infantil. Muitos, no entanto, consideraram o livro uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: "A filha da Noite", baseado na ópera "A flauta mágica", de Mozart. Deixou mais de meia centena de livros. Entre seus livros mais famosos estão As Brumas de Avalon, Presságio de Fogo/Incêndio de Tróia, A Casa da Floresta e a série Darkover. Marion Zimmer Bradley foi casada duas vezes e teve dois filhos. Morava em Berkeley, na Califórnia. Muito de sua notoriedade também se deve ao apoio que deu à comunidade de ficção científica americana.

    128 Livros
    1.612 Seguidores
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Marion Eleanor Zimmer Bradley