O arpoador de promessas - Capítulo 1 o empório dos sonhos

    Jadiael Viana

    Raredes
    2018
    328 páginas
    10h 56m
    ISBN-13: 9788595960862
    Português Brasileiro

    Idênticos na aparência, mas inconfundíveis no âmago de suas almas. Aos onze anos de idade, os gêmeos Vidal testemunham o assassinato dos pais, seguido pelo roubo de um valioso colar de esmeraldas. A noite fatídica servirá de palco para o florescimento de profundas obsessões. De gênio indômito e espírito impetuoso, Pavel é intenso, como o furacão que deixa um rastro de destruição à sua passagem. De personalidade dócil e coração suave, Rafael é brando, como o barco que singra até desaparecer na linha do horizonte. Sob a égide dos desejos insidiosos, os dois irmãos personificam a máxima de que as aparências podem promover terríveis enganos. Num jogo de intrigas, demarcado por interesses escusos e vontades sombrias, a sede de vingança clama forte em favor da destruição que propiciará o surgimento de novos recomeços. Para sobreviver às investidas de uma máfia especializada em lavagem de dinheiro, e vencer os acasos fatídicos tecidos pelas mãos hábeis da vilã incógnita que atua diretamente nos bastidores da mansão, os gêmeos Vidal terão que suplantar a própria rivalidade, pois somente a simbiose das almas pode conjurar o poder necessário para lançar sobre os algozes da família todo o peso de uma justiça renegada.

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    Claudia Oliveira25/10/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Crônicas fantásticas apresenta...

    O Arpoador de Promessas é um livro que não se prende a clichês. Digo isso pois a premissa dos personagens principais serem irmãos gêmeos nos remetem a outros personagens no mesmo estilo (como Ruth e Raquel, Paulina e Paola) onde ambos são contrapartes extremas. Pavel e Rafael são sim iguais em aparência, diferentes em personalidade, mas não são bem e mal. São contrapartes da mesma persona que se dividiu em algum momento durante sua criação. Jadiael, o autor, começa impressionando com uma linguagem a que não estamos acostumados e me lembrou muito a narrativa de autores do barroco e romantismo brasileiro. Não nego que às vezes, no início da leitura, tinha que reler duas vezes algumas passagens, mas tudo isso não passa de adaptação. Com o passar do tempo, percebemos que o tom esmerado da linguagem faz reflexo ao que os próprios personagens principais são.

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