É impossível manter sua vida nos trilhos, plena, paz e sossego quando você tem uma irmã que vive lhe trazendo problemas. Amanda sempre tentou fazer tudo certo, uma boa menina, mas desde que se lembra, Vitória, sua irmã se mete em furadas e tudo sobra pra ela. Na esperança de um pouco de paz, ela muda de cidade, constrói a vida, e não bastasse toda bagunça que sua vida sempre fora, Amanda tenta manter tudo minimante sobre controle, mas não consegue fazer isso quando esses malditos apagões acontecem, e a deixam por horas ou até dias sem lembrar o que aconteceu. E adivinhem só quem coincidentemente está sempre por perto, com sua aura maligna como que se sua presença pudesse contaminar o tempo, o clima e até transformar a luz em escuridão? Certo, Vitória. Amanda então conhece Gabriel, psicólogo e psiquiatra brilhantemente atraente, ele é como um raio de sol, trazendo luz à ela, a partir do momento que ela o permite fazer parte de sua vida. O rapaz, percebe que há algo errado com sua garota, ao encontrar antidepressivos no armário dela, mas resolve dá-la o espaço necessário que ela precisa pra se abrir quando assim desejar, enquanto isso conversa com o médico que a acompanha em check-ups da empresa e fica ainda mais intrigado. Com o pai de Amanda morto, a mãe que abandonara o lar, e o psiquiatra acidentalmente morto, Vitória era sua única família, e Amanda não a queria por perto. Esses conflitos e a tentativa de diagnóstico para a sua aflição parecem afetar diretamente sua vida e pôr em risco sua relação com Gabriel. Será que tudo que ela construiu se ruirá com a presença inquietante de sua irmã e revelações do passado? Na obra, a autora nos leva a um ponto pouco explorado da mente humana. O que somos inconscientemente capazes de fazer para lidar com o extremo de nossos traumas e diferentes situações da vida? E como somos enxergados, mediante ao que fizemos ou foi feito conosco. Embarque nessa trama, sobre violência sexual, transtornos, e limites.

