"As cruzadas segundo os islâmicos" - na abordagem sobre o 'outro lado da moeda' na ação dos cruzados, não são novidades relatos de arbitrariedades, violência e infâmias que disseminaram em prol de seu pretenso heroísmo, que muitas vezes massacrou sem distinguir mulheres, velhos e crianças destituídos de defesa. O que há de surpreendente, segundo o texto supostamente baseado em relatos dos muçulmanos oprimidos pelas cruzadas, seria a prática de canibalismo pelos participantes das cruzadas, em um cenário hostil de fome, em que teriam devorado crianças. Nunca ouvi falar disso e deixo o registro para busca de outras fontes. Procede ou foram boatos infames, como os que os cruzados espalhavam também?
Na reportagem de capa, sobre "Populismo", o texto expressa que a busca do apoio político das massas tem disfarçado demagogias e interesses escusos que se manifestam em arbitrariedades manobradas para serem aceitáveis.
No "Dito e Feito" houve busca das origens do tal "é pique, é pique" emendados no "Parabéns pra você". Seria referência a um estudante universitário em São Paulo na década de 1930, que usava barba e bigode com costume de apará-los de vez em quando (num gesto de capricho) e por isso andava sempre com uma tesourinha, ficando conhecido como Pic-Pic (cantado em mofa pelos colegas).
Fiquei curioso no resto da emenda cantada e achei informações do "é hora, é hora" ter sido brado de beberrões entre os mesmos estudantes em botequins, quando meia hora era o prazo estimado para a cerveja gelar nos baldes de gelo, quando então ficavam afoitos e entoavam os tais versos.
Já o "ra-ti-bum" seria onomatopeia para instrumentos de banda de fanfarra, respectivamente, sons da caixa, prato e bumbo. Existe explicação de referências, pelos mesmos estudantes, a certo rajá indiano que visitou a universidade e acharam engraçado o nome, entoado com mofa, o rajá Timbum. E uma terceira explicação, mas que está mais para teoria conspiratória pela falta de qualquer referência em diferentes culturas, é que seria palavra mágicas que evocaria maldição.
Os três elementos começaram a fazer parte rotineira no "Parabéns" quando os tais estudantes o cantavam ao final (quando convidados a festas de aniversários, fundamentalmente num gesto de gaiatice). Seja lá como for, a moda acabou pegando e está aí até hoje, sem que muitos afinal saibam o significado...
"Os 10 mais" trouxe lista com as crianças mais influentes da História, numa escolha discutível. Foram citadas a Malala e Anne Frank.
As história que achei mais curiosas (sobretudo porque não conhecia) foi sobre Samantha Smith (mas não vou registrar nada além do nome) e Louis Braile. Este foi o francês idealizador da escrita braile no século 19, quando era adolescente e acometido por enfermidade que o privara da visão na infância.
Para mim, o primeiro lugar deveria ser de Jesus Cristo, que foi a bem-aventurança para a humanidade desde seu nascimento em Belém da Judéia.
Na revista, a primeira posição foi para Alexei Nikolaevich, filho do czar Romanov. Segundo a justificativa, a sua enfermidade levou a família a se aproximar de Rasputin e isso teria sido mais um dos fatores contribuintes para a revolução russa.