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    Vidas secas - Edição comemorativa

    Graciliano Ramos

    Record
    2018
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788501114778
    Português Brasileiro
    4.4
    1349 avaliações
    Leram1882Lendo110Querem1069Relendo3Abandonos22Resenhas191
    Favoritos181Desejados1069Avaliaram1349

    Edição capa dura em comemoração aos 80 anos do clássico da literatura brasileira com conteúdo inédito. Lançado originalmente em 1938, Vidas secas é o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Esta edição comemorativa dos 80 anos da obra, em capa dura, contém, além do texto integral, o manuscrito original com as emendas – de próprio punho – do autor.

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    Resenhas (191)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max01/05/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O retrato de uma família forjada pela miséria.

    Uma história profunda sobre a vida de uma família itinerante que sofre com os longos períodos de seca, sobrevivendo em um estado de extrema pobreza. E que sonha com dias melhores que parece que nunca chegam. Apesar da história ter um cenário específico, acho que ela retrata bem a vida da família brasileira que vive na miséria, independente da região em ela more. É uma vida de luta interminável e de constante perda. A escrita de Graciliano Ramos é simples e direta, mas forte ao mesmo tempo. Assim como seus personagens. Recomendo a leitura.

    96 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 1349
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira