Massembas de lalodes: - vozes femininas em roda

    Carmen Faustino, Maitê Freitas,Patricia Vaz

    Pólen
    2018
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-13: 9788598349602
    Português Brasileiro

    O livro põe luz na história de "vozes silenciadas, esquecidas, proibidas e discriminadas socialmente pelo machismo e racismo no samba, mas também propõe uma reflexão sobre a identidade, a contribuição da mulher negra e sobre sua fundamental participação na consolidação do gênero do ponto de vista histórico.

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    Wallace de Jesus14/01/2021Resenhou um livro
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    A força da mulher negra

    Pensar a presença da mulher no universo do samba é vasculhar o acervo da cultura afro-brasileira e comprovar , por exemplo, como imaginário da sociedade machista, sexista e racista age, desde o período colonial, para apagar o protagonismo e a herança de mulheres que foram responsáveis por contribuir poderosas redes de sociabilidade e elos de afetividade, que vamos encontrar até hoje nos terreiros e nas escolas de samba" Claudia Alexandre Em Novembro, participei de uma roda de diálogos sobre: o pensamento decolonial antirracista no Brasil. E uma das palavras chave do tema era epistemologia decolonial. Em outros termos seria a valorização e o resgate do saber, da cultura, da história dos povros que sofreram a violência da colonização. Eu já vinha num processo de diversificação das minhas leituras e referências, privilegiando narrativas do meu país, da América Latina e também do continente africano. Eis que Massembas de Ialodês: vozes femininas em roda é exatamente a epistemologia decolonial. Pois este livro narra o silenciamento que as mulheres negras estiveram submetidas dentro do universo do samba, por meio de discriminações sociais, racismo, machismo. Marginalizadas, a mulher negra esteve sempre invisibilizada. Todavia, mesmo com todas essas barreiras, o livro propõe uma reflexão do panorama identitário das mulheres negras e a fundamental contribuição cultural, religiosa e histórica pada que o samba se tornasse patrimônio imaterial no Brasil. O livro relata grandes nomes femininos como: Dona Ciata, Dona Inah, Dona Ivone Lara, Dona Eunice, Aracy de Almeida, Leci Brandão, Alcione e tantas outras mulheres negras que quebraram a barreiras do impostas pelo patriarcado. Essas mulheres resistiram e existiram com muita bravura. A organização deste livro fica por conta de Carmen Faustino, Maitê Freitas e Patrícia Vaz, mulheres gabaritadíssimas. Elas reúnem uma verdadeira seleção de ativistas, pesquisadoras, artistas, sambistas do movimento negro feminino. Eu destaco a bibliografia dos artigos, que vai permear outras leituras para reverter espetemicídios da mulher negra.

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