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    A Princesa de Clèves (Clássicos Para Leitores de Hoje #25) -

    Madame de La Fayette

    Relógio D'Água
    2017
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-13: 9789896418007
    Português
    5
    1 avaliação
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    A Princesa de Clèves (1678) é a história de uma luta interior entre a razão e o efeito devastador da paixão. Ou, se preferir, a história do conflito entre a força asfixiante dos costumes e a exuberante espontaneidade dos sentimentos. Desde o primeiro encontro com o duque de Nemours, por quem se apaixona, até a recusa final desse amor proibido, a senhora de Clèves assiste lucidamente à derrocada de um mundo que a sua virtude em vão tenta conservar. Precursor do romance de análise psicológica, este texto improvável, fruto da imaginação de uma mulher do século XVII, traz a novidade de transformar a análise e a introspeção em mecanismos de progressão da narrativa, marca que a modernidade em muito lhe fica a dever.

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    dani ramos 🌙 picture
    dani ramos 🌙16/05/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tão profundo...

    Ah, o que falar desse livro? Não possuía nenhuma expectativas sobre ele, e para ser mais exata, nem sabia do que se tratava (comprei-o porque ele faz parte da coleção que faço) e quando comecei a ler não esperava de jeito nenhum ser arrebatada por esse romance clássico. Apesar de ser um livro pequeno, não se enganem com a profundidade e enredo da história! Vai mundo além da aparência clássica e enigmática. Este livro é fruto da imaginação de uma mulher do século XVII, que estava além do seu tempo e sociedade, importando-se apenas com sua opinião e escrita. O enredo é extremamente bem desenvolvido, com encaixes perfeitos juntamente com uma coerência e coesão incrível. Mas como um romance do século XVII consegue ser tão marcante, além de ser escrita por uma mulher francesa, trazendo o primeiro romance histórico da França e um dos primeiros romances da literatura? A história de “A Princesa de Clèves” nos conta uma sociedade vivida por uma ilusão, status social e arrogância moral. Nossa heroína entra em uma complexa teia de acontecimentos sem saber qual caminho no final terá, além de nos surpreender com suas escolhas. Um romance que aborda casamento arranjados, amores proibidos e a incumbência de colocar em prática o certo e errado – mesmo que a decisão seja contra seu coração e vontade. Sobretudo, vemos também um amor avassalador e ardente entre duas pessoas que jamais poderiam ficar juntos (ou era o que uma delas pensava), fazendo, nós leitores, torcer ardentemente por um final digno e feliz. Sobre felicidade é algo incerto para o fim do livro. Há pessoas que o acharão perfeito e bem finalizado. Outras, que poderia ter sido diferente e sensível. Mas em todos os momentos, consigo entender e ver o motivo da nossa protagonista escolher tal caminho. As últimas páginas foram tão duras e intensas que chorei por querer resolver a situação de outra forma. Mas após horas analisando o desfecho, vejo que não poderia ser outro. O meu coração ficou ali na última cena, sem saber se continuava a bater ou não…

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    Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, comtesse de La Fayette

    Nascida Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, em uma família da pequena nobreza, com um ano de idade se mudou para Paris. Com 16 anos ela se tornou dama de honra da rainha Ana de Áustria e começou a receber educação literária de Gilles Ménage, que a introduziu aos salões de Madame de Rambouillet e Madeleine de Scudéry. Também foi amiga de La Rochefoucauld, que a fez entrar em contato com figuras importantes da literatura francesa, como Racine e Boileau. Seu pai morreu em 1649, e em 1650, sua mãe se casou então com o cavaleiro Renaud de Sévigné, tio da Marquesa de Sévigné, a qual se tornaria sua amiga para o resto de suas vidas. Se casou em 1655 com François Motier, Conde de La Fayette, com quem teve dois filhos.

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    Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, comtesse de La Fayette