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    A Barbaria de Berlim -

    G. K. Chesterton

    Agir
    1946
    67 páginas
    2h 14m
    ISBN-10: 1576468453
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
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    Chesterton escreveu "The Barbarism of Berlin" em 1914. Esta é uma tradução feita por um de seus maiores discípulos, o Brasileiro Gustavo Corcão em 1946. O livro é bem "datado", escrito no calor do momento. Chesterton descreve a conflagração da Guerra (I Guerra Mundial) e defende que a culpa foi totalmente da Prússia (Alemanha) e seu Barbarismo. O autor explica o conceito de barbarismo e o diferencia entre barbarismo negativo e positivo. Sendo inglês, ele explica e defende a entrada da Inglaterra na Guerra. "A menos que sejamos todos loucos, há nos bastidores do negócio mais desconcertante uma história: e se somos todos loucos, não existe loucura. Se eu incendio uma casa, é bem verdade que posso esclarecer as fraquezas de muitas outras pessoas e também as minhas. Pode ser que o dono da casa tenha sido queimado porque estava bêbado: pode ser que a dona da casa tenha sido queimada porque era mesquinha e pereceu discutindo sobre o custo de uma escada de incêndio. É, no entanto, amplamente verdade que ambos foram queimados porque ateei fogo em sua casa. Essa é a história da coisa. Os simples fatos da história sobre a atual conflagração europeia são tão fáceis de contar." - G.K. Chesterton

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    Maria Thalia Mesquita Bastos picture
    Maria Thalia Mesquita Bastos04/02/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um parágrafo

    "Esbocei, nestas ligeiras notas, as principais grandes linhas do caráter prussiano. Uma deficiência de honra que chega a ser uma deficiência de memória, uma egolatria que é honestamente cega para o ego dos outros; e, acima de tudo, uma cócega de tirania e de intromissão com que o demônio atormenta, em todos os lugares, os ociosos e soberbos. Devemos ainda acrescentar qualquer coisa de informe no espírito, algo que se contrai e se distende sem nenhuma relação com a memória e com a razão: um infinito potencial de desculpas. Se os ingleses estivessem combatendo ao lado dos alemães, os professores prussianos assinalariam quão admiráveis eram as energias desenvolvidas pelos teutões. Como os ingleses estão no lado oposto, os mesmos professores dirão que aqueles teutões não estão perfeitamente evoluídos. Ou, então, que eles tinham apenas o necessário desenvolvimento para mostrar que não eram teutões. Provavelmente dirão as duas coisas. Mas a verdade é que tudo que eles chamam evolução mercê com mais justeza o nome de evasão. Dizem-no eles que estão abrindo janelas para a luz e portas para o progresso. A verdade é que eles estão destruindo inteiramente a casa da inteligência humana para poderem escapar em todas as direções. Há um paralelo quase monstruoso, um presságio de mau agouro, entre a alta cotação anunciada por seus filósofos, e a relativa baixa cotação de seus soldados; porque aquilo que os professores chamam caminho do progresso é, na realidade, o caminho da fuga."

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    Gilbert Keith Chesterton

    Ensaísta, romancista, contista, teólogo, dramaturgo, jornalista, palestrante, biógrafo e crítico de arte e de política, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX, muitas vezes referido como o "príncipe do paradoxo".

    163 Livros
    485 Seguidores
    Londres, Inglaterra

    Gilbert Keith Chesterton