Superinteressante Nº 395 (Novembro de 2018) - Maus-tratos aos animais

    não informado

    Abril
    2018
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    # A indústria ainda tortura animais sistematicamente. Mas isso tem hora para acabar. Entenda como novas tecnologias, e você, podem ajudar. # E se o porte de armas fosse liberado. # Memórias de uma vida em coma. # Foco: onde foi parar o seu? # Os heróis desconhecidos da escravidão. # Como a ciência explica o ódio eleitoral. # O criador de cérebros. E mais informações superinteressantes!

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    R .21/11/2018Resenhou um livro
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    "Os heróis desconhecidos da escravidão" - A reportagem mais legal, apresentando breve biografia de personagens pouco conhecidos na história do Brasil e da América do Sul, que tiveram lutas marcantes contra a escravidão. Era totalmente alienado em relação a maioria e gostaria de conhece-los mais intimamente. Algo muito legal que poderiam fazer, como divulgação, seria a valorização também através dos quadrinhos. São eles: - Benkós Biohó - colombiano, no século 17 liderou a formação do primeiro palenque das Américas, o equivalente a nossos quilombos, e suas lutas redundaram também no primeiro decreto real (espanhol) a conceder liberdade a um povo negro nas américas. - Princesa Aqualtune - Fez parte da nobreza no Congo e em nosso país, após história de abuso e fuga da escravidão, foi uma das organizadoras de Palmares, mãe do líder Ganga Zumba. - Zacimba Gaba - Fundadora de quilombo no século 17. - Maria Remédios Del vale - Heroina na Argentina, conhecida como Mãe da Pátria, pela participação nas guerras de libertação de seu país, onde ficou conhecida, entre outros destaques, pela assistência a feridos nos campos de batalha. - Chico da Matilde - Conhecido como Dragão do Mar, fez parte de movimentos abolicionistas no Ceará, que culminaram na abolição da escravidão quatro anos antes da Lei Áurea. As informações são breves, mas registro-as como norteadores para futuras pesquisas. O assunto é instigante. Legal também as ilustrações da reportagem. "Maus-tratos aos animais" - Tema explorado em outros momentos. O destaque são informações de procedimentos que tem sido fomentados entre as indústrias farmacêutica e alimentícia, onde ocorrem coisas bisonhamente cruéis. Não sei o quanto disso está na prática, mas uma das mais importantes é a associada ao abate através da descompressão atmosférica, onde o animal ficaria inconsciente, evoluindo para óbito sem estresse e dor (rapaz! pintaram o lance que nem a morte através do gás do riso do Coringa!). Em termos práticos, tem a recomendação de valorizar aves caipiras e seus produtos (criadas sem confinamento), de reduzir consumo de carnes e verificar a presença do Selo de Inspeção Federal - SIF. Tem outros informes também. Avanços ou leis para inglês ver? Sei lá. Só sei que não dispenso carne, as normas só serão cumpridas diante de fiscalização intensa e se forem cumpridas reduziriam sim o impacto dos maus-tratos com procedimentos alternativos que existem. Tem umas reportagens de anamnese orgânica que trouxeram-me a lembrança da Frenologia, mas no "lado interior". É ignorância minha, mas lembram e também não sou totalmente adepto e convencido do que foi proposto. Por exemplo, na seção de notas tem um parecer que associa a questão do rancor e predisposição a nojo ao tamanho do córtex insular (nem sei o que é, mas quanto maiores que a média, maior a predisposição ao que registrei - mas e ai? no caso de gêmeos univitelinos, em que podem ocorrer diferenças grandes na personalidade?); na seção Essencial o texto disserta de forma interessante num estudo antropológico sobre as origens das lutas partidárias, que remontariam a comportamentos tribais, de proteção aos que tem mesma identificação e ódio profundo aos diferentes, como ameaça ao ajuste preferencial de sobrevivência (aí entra novamente a exposição orgânica de algo que também sei bulufas, mas controlaria essa questão - o córtex cerebral); e na reportagem sobre perda de foco, tem umas dissertações que rodam, rodam, até que cheguem na origem - amígdalas com algum déficit (influenciadoras da perda de concentração e foco). Foi o que entendi ou confundi. Registrei e ponto final. Ah, interessante também o texto hipotético sobre a liberação do porte de armas, que desagua todas as considerações num mar de aumento de homicídios e suicídios em nosso país por arma de fogo. Olha, achei muito lógico e o que impactou-me foram informações sobre a realidade nos EUA. Se as coisas são de fato assim, por lá o cenário apresentado é de banalização no porte, facilmente acessível por qualquer um, e (o mais assustador), sabe como acontece a maioria das mortes por arma de fogo? Segundo o texto, mais de 60% em suicídios. O texto é alarmista e acredito que em nosso contexto não é uma perspectiva longe da realidade. Escrevo hoje no impacto de ver um motorista imprudente, dono da rua, que acertou um ciclista com seu carro numa preferencial em que ele trafegava, e ainda ameaçou de o "arrebentar" quando este expos o erro. Uma arma na mão desse sujeito, que mostrou-se violento, e, quem sabe, num exemplo banal, já era...

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