Drawing on examples across a range of species from insects to birds to mammals, "Animal Architects" masterfully investigates how animal structures reveal the inner workings of ther builders' minds. Beginning with instinct and simple homes of solitary insects, biologist James L. Gould and science writer Carol Grant Gould move on to conditioning, the "cognitive map," and the role of planning and insight. The authors use the amazing enginnering feats throughout the animal world to reach fascinating conclusions about the behavioral capabilities of animals, and close with a reflection on what animal buildings tells us about the nature of human intelligence.
Animal Architects - Building and the Evolution of Intelligence
James L. Gould, Carol Grant Gould
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Ver maisUma das definições mais lacônicas da Teoria da Evolução é "mudança na composição dos caracteres hereditários ao longo do tempo". Os caracteres em questão possuem natureza diversa. Podem ser características físicas, como presença de pelos, organização dos ossos, número de "segmentos" na antena. Podem ser substâncias, como produção de um determinado hormônio. Podem ser ectofenótipos, como produção de tocas e teias. No entanto, uma das características mais inerentes ao organismo é talvez uma das mais complicadas de serem estudadas: comportamento. Afinal, como medir um comportamento? Como analisar evolutivamente sua presença? Como categorizar? Um exemplo simples é a produção de ninhos de papel ou de barro por vespas. A produção é oriunda de apenas um caractere, ou de uma combinação sequencial de vários? Como é o armazenamento de informação? Há espaço para flexibilidade? Esses são os temas que permeam as páginas de "Animal Architects", escrita pelos Gould, James e Carol Grant. É muito interessante que boa parte do livro se dedique ao comportamento das aves, uma vez que um outro casal Gould (John e Elizabeth) dedicaram grande parte de seu tempo estudando o comportamento de aves (os famosos tentilhões de Darwin). O livro dá um enfoque muito interessante em como procede uma experimentação em animais para avaliar a natureza de seus comportamentos. Por exemplo, o que acontece se um investigador quebra um pedaço de um ninho, ou se adiciona um pedaço já pronto, ou se reorienta no espaço a disposição do mesmo? A vespa (ou pássaro) faz o reparo necessário, dá continuidade à obra levando em conta a adição externa, reorienta o ninho, respectivamente? Abandona a obra? E se for suprido um material completamente diferente da que o animal tem acesso, mas tão eficaz quanto, o que acontece? São as respostas desses experimentos que fornecem insights poderosos do processo cognitivo dos animais. Talvez o único ponto fraco do livro seja a inclusão do conceito de "inteligência" no subtítulo. Primeiro, é um daqueles conceitos que não possuem definição clara para humanos, que dirá um conceito abrangente para todo o Reino Animal. No entanto, Darwin mostrou que isso não é necessariamente um problema: o "Origem das Espécies" nunca define o que é uma espécie. Ainda assim, a discussão em torno da "inteligência", sua origem, e sua evolução, é apenas um tema ciliar, ocorrendo aqui e ali, e resgatado um pouco às pressas nas páginas finais. No fim, é um livro excelente, e um dos melhores de divulgação científica acerca do tema.
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