Terras, florestas e águas de trabalho - Os camponeses amazônicos e as formas de uso de seus recursos naturais

    Antonio Carlos Witkoski

    Annablume
    2018
    486 páginas
    16h 12m
    ISBN-13: 9788539100828
    Português Brasileiro

    'Terras, florestas e águas de trabalho: os camponeses amazônicos e as formas de uso de seus recursos naturais', publicado pela Editora da Universidade do Amazonas, é o resultado de uma longa, intensa e minuciosa pesquisa da vida cotidiana do camponês amazônico, que busca perceber as mais diversas práticas de sua adaptabilidade ao ecossistema de várzea.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Amapá e Amazônia picture
    Amapá e Amazônia05/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É um livro importante tanto porque trata da Amazônia o que é fundamental, como porque concentra a análise numa área da Amazônia - a várzea - que apesar de ter sido objeto de investigações importantes desde os anos quarenta do século passado, como os trabalhos de Hilgard OReilly Sternberg (1998), ainda necessita, e necessita muito, de estudos aprofundados pela sua importância para as populações que aqui viviam no período anterior à colonização e porque as várzeas se constituíram na base de circulação e de penetração do projeto colonizador. O livro é igualmente indispensável por abordar o tema da vivência do homem da várzea, articulando de modo competente uma boa fundamentação teórica e aquilo que poderíamos denominar da vida cotidiana dos povos da floresta, da água e da terra das várzeas amazônicas. Apesar do rigor metodológico, este é um livro meio escrito, meio falado, mas sobretudo, sentido, em que a ciência e a sensibilidade do autor se imbricam num relato articulado e numa competente descrição da paisagem e do modo de vida da várzea amazônica. A leitura do livro tanto nos possibilita uma reflexão sobre a Amazônia e apresenta uma nova possibilidade de investigação, qual seja a terra de trabalho na Amazônia é terra, é água e é floresta. Mas há outra dimensão mais profunda que me parece tão mais importante, a de que ainda há esperanças. O livro é também uma tentativa de compreender como a esperança se torna práxis na adversidade das mediações, de como o viver se torna o sonhar no reencontro de homens e mulheres consigo mesmos, na adversidade das terras, águas e florestas amazônicas que, longe de serem os tristes trópicos, o são a terra da boa esperança. Fonte:

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%