Batman: Asilo Arkham: Os Subterrâneos da Loucura -

    Alan Grant, Alcatena

    Brainstore
    2002
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O Dr. Bruce Wayne é o psiquiatra responsável pelo Asilo Arkham, uma instituição onde os mentalmente perturbados são curados de seus males com acompanhamento cuidadoso e constante. Jonathan Crane, médico do asilo, não concorda com as ideias de Wayne. Para ele o medo é a única forma de controlar os insanos - monstros que devem ser mantidos longe da população normal. Esse confronto ideológico chega a um ponto crítico quanto o Coringa coloca em prática seu plano para enlouquecer cada cidadão de Gotham City. Publicação original: Batman of Arkham (2000) # 1.

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    R .22/07/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A série Túnel do Tempo se aventura no inusitado e nessa edição o diferencial está em Wayne como psiquiatra no Asilo Arkhan. Achei interessante porque de maneira subjetiva ilustrou algo que li em Saúde Mental (sem querer afirmar nada, pois não sou da área, apenas lembrando e relatando o que entendi na ocasião). Wayne é seguidor da Psicanálise, proposta por Freud, e dessa forma mantem alguns resultados positivos (com conversas e hipnose na busca de fatores desencadeantes da agressividade e confusão mental). Por outro lado, nada consegue com vilões como o Coringa. Lembrei do que li em Saúde Mental no que dizia que a proposta de Freud havia sido ultrapassada com novos entendimentos sobre neurotransmissores, que em sua deficiência orgânica seriam desencadeantes de desequilíbrios psicossomáticos. Portanto, a intervenção terapêutica requer reposição dessas substâncias, quando diagnosticado. Coisa que Wayne talvez desconhecesse e, no desajuste do Coringa, quem sabe não se aplicaria. A HQ tem também choque dos psiquiatras do Arkhan nos métodos que deveriam ser usados (em Wayne na Psicanálise proposta por Freud e em Crane no conservadorismo de bizarrices medievais). Também concluí que o mundo do Batman é o mais extraordinário dos quadrinhos, possibilitando muitos estudos: o bullyng no Crocodilo, a psicopatia do Coringa, a dupla personalidade (diferentes no Duas-Caras e naquele boneco tosco que nem lembro do nome), o feminismo ecológico radical (se é que me expressei direito) na Hera e por aí. Se escrevi muita bobagem é só desconsiderar, mas uma coisa é certa, se fosse um estudioso acadêmico nessa área, estaria sugestionado em fazer o TCC nesse universo doido e rico em ilustrações que é o do Batman. Finalizando, não curti a arte (se encaixaria melhor algo sombrio), porém, a diagramação dos quadrinhos é oportuna e seria legal se a história tivesse mais páginas.

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