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    Bem-Vindos ao Rio - (1987)

    Marcos Rey, Marcos Rey, Marcos Rey

    Ática (Coleção Vaga-Lume)
    1992
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-10: 8508028067
    Português Brasileiro
    3.5
    1686 avaliações
    Leram4480Lendo40Querem337Relendo3Abandonos22Resenhas40
    Favoritos45Desejados337Avaliaram1686

    Quem poderia imaginar que ao tentar realizar o grande sonho, o de conhecer a cidade do Rio de Janeiro, Cláudio e Pat iriam passar por um verdadeiro pesadelo? Isso mesmo: ao chegar à cidade, os dois dão de cara com uma situação pouco comum para quem quer apenas passear... Eles são vítimas de uma quadrilha formada por adolescentes.

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    Clio picture
    Clio22/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Marcos Rey é considerado por muitos como um dos maiores escritores da literatura infantojuvenil no Brasil e não é por menos. Bem-Vindos ao Rio conta a história do sequestro de Cláudio e Pat por uma gangue adolescente. Mas esse é apenas o fio narrativo, que apesar de ótimo, não é nem a metade do mundo que o autor retratou. Problemas sociais são na verdade o mote do livro. A gangue inteira pertence a um grupo de adolescentes favelados negligenciados pela família e pelo Estado. A composição dos personagens é extremamente interessante pois temos, ao mesmo tempo, a crítica e a referência. Por exemplo, as duas vítimas são de classe média baixa - um do Paraná e a outra de Brasília (polos econômicos e sociais) - que apresentam o contraste com os marginais, todos crianças carentes do Rio. A própria gangue merece um comentário a parte. Temos o líder intelectual, Baixo, que é incapaz de progredir pois a miséria de sua condição age como um entrave. Tereca, a namorada de Baixo, se apresenta como a versão estereotipada da garota do morro. Namorada de traficante. Incapaz de sair de sua condição oprimida. Baden faz a vez de artista, um óbvio aceno a rica produção cultural em morros, também uma crítica a tantos projetos sociais que visam apenas a formação artística ou esportista e pouco contribuem para a formação intelectual ou de profissional de base. Nariz, o outro líder da gangue, é uma leve menção ao tráfico de entorpecentes (seu apelido era uma antiga gíria para usuários de drogas) e é o personagem mais violento do grupo - responsável por seu fim a la noticiário das seis. Há outros personagens e situações que poderiam ser citados, mas já é possível observar a riqueza do texto do escritor. Seria mais interessante ainda se esse livro não fosse, infelizmente, tão atual.

    79 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 1686
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
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    Edmundo Donato

    Autor de vários livros, entre eles romances policiais ambientados em São Paulo. Edmundo Nonato, seu nome verdadeiro, nasceu no bairro do Brás em 17 de fevereiro de 1925, filho caçula de um empresário gráfico de formação presbiteriana. Entrou em contato com a literatura pela obra de Monteiro Lobato, impressa na gráfica do pai. Terminou o curso clássico aos 18 anos e, quando se preparava para ingressar na Faculdade de Direito, foi acometido por lepra e recolhido no Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, em regime de prisão. Em 1946 fugiu a pé para o Rio de Janeiro, onde viveu entre o subúrbio e a zona de prostituição da Lapa. A experiência serviu de subsídio para obras como "O enterro da cafetina" (1967) e "Memórias de um gigolô" (1968). Sobreviveu de traduções de livros infantis e de cartas que escrevia para prostitutas analfabetas. Voltou para São Paulo, curado da lepra, e em 1953 publicou seu primeiro livro, "Um gato no triângulo". Assinou 30 roteiros de cinema, entre eles várias pornochanchadas. Em 1967 fez sua primeira telenovela, "O grande segredo". Escreveu capítulos para o programa infantil "Vila Sésamo' e é um dos responsáveis pela adaptação do "Sítio do Picapau Amarelo" para a televisão. Na década de 80 iniciou sua obra infantojuvenil a pedido da Editora Ática, pela qual publicou sucessos de venda como "O mistério do Cinco Estrelas" e "O rapto do Garoto de Ouro". Morreu em São Paulo, no dia 01 de abril de 1999, de câncer no fígado. Suas cinzas foram lançadas de um helicóptero pela sua esposa sobre São Paulo.

    50 Livros
    339 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Edmundo Donato