Natalino -

    Eliandro Rocha, Alexandre Rampazo

    Escrita Fina
    2018
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-13: 9788559090475
    Português Brasileiro

    Todo dezembro é a mesma coisa. Natalino fica ansioso pela chegada do Papai Noel, mas sua mãe adverte: nem adianta esperar, que ele não vai conseguir deixar os presentes. A família tem muitos cachorros, como o Bom Velhinho iria entrar sem ganhar uma mordida? Quando diz isso, a mãe de Natalino fica com os olhos tão tristes quanto no dia em que o seu avô os deixou. Neste Natal, porém, o irmão mais velho do menino decidiu tomar providências, e prendeu todos os cachorros nas árvores do quintal. Será que, agora, Papai Noel vai conseguir chegar? Mas como sua mãe vai conseguir servir a ceia para ele, se não há quase nada na despensa? Cheio de bossa e de delicadeza, Natalino, o livro, subverte as típicas histórias de provação do Natal para criar uma narrativa que também tem como ponto de partida a pobreza e o luto, mas que evolui rumo a um otimismo nada pueril. Não há milagre ou lição de moral. Em vez disso, o que há são os olhos infantis desvendando um mundo que é, ao mesmo tempo, cruel e mágico, injusto e surpreendente. Um mundo onde, afinal, ainda há espaço para a bravura.

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    Daniela26/12/2021Resenhou um livro
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    O que fez do Natal essa data de  excessos? O natal é uma data comemorartiva para cristão e judeus. Tem ainda sua importância por anunciar o encerramento de um ciclo, de uma volta ao sol. Claro que a pergunta acima é  retórica. Sabemos que somos manipulados por uma sociedade consumista e por jogos de mercado. Mas Natalino vem nos lembrar que nossas crenças e expectativas dependem de quem somos e como vivemos. Nós  adultos, as vezes, incluímos mais do que o necessário à simplicidade de cada momento. "A tarde perguntei a minha mãe se, neste ano, Papai Noel viria nos visitar e trazer presente(...) -Ele não virá,  meu filho! Temos muitos cachorros em casa e eles podem mordê-lo. (...) -Pronto! Amarrei todos os cachorros nas árvores.  Agora ele pode entrar- disse triunfante o meu herói. (o irmão) (...) Minha mãe , no entanto, ficou com os olhos tristes, como naquele dia em que o vovô Natalino nos deixou." O menino, que temno mesmo jome do avô, conta a história sentado a mesa que se prepara para receber o presente. Ele relembra o dia anterior que se passa na memória em preto e branco, com Papai Noel imaginário (só  pra quem não vê que ele em si é o espírito Natalino). O presente chega... Ahhhh! Um bolo! Quanta alegria! " Quando entregou minha fatia, pude perceber os salpicos de farinha em seus braços. Olhei nos olhos dela e agradeci. (...) Foi o melhor natal da minha vida." 📖Natalino ✍Eliandro Rocha 🎨Alexandre Rampazo @ale 🧩Escrita Fina Edições As dedicatória nos fazem pensar no idoso que seremos (para que acreditemos na magia do natal e do amor) e para a criança que fomos (com nosso olhar de encantamento). Um super parentese: esse livro me lembrou a história  de minha mãe,  menos resiliente que Natalino ( sem julgamento pois se trata da vida real). Minha mãe  nunca gostou do natal. Hoje com as netas tem outras experiências. Mas ela conta que todo natal ganhava um ovo cozido do Papai Noel. Ela morava na roça e para estudar revezava com seu irmão no lombo de um burrinho. Por que Papai Noel entregava presentes para algumas crianças e pra ela sempre levava um ovo? O Natal dos excessos e comparações. #natal #natalino #papainoel

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