Die Erinnerung des Felsens -

    Mauricio Lyrio

    Arara Verlag
    2018
    380 páginas
    12h 40m
    ISBN-13: 9783981809022

    Inhaltsangabe zu "Die Erinnerung des Felsens" Seit seiner Jugend sucht der dreiunddreißigjährige Philosophieprofessor Eduardo nach einer Erklärung für das Ereignis, das sein Leben veränderte, der Unfall seiner Eltern. War es Schicksal oder Selbstmord? Hilft ihm der Arzt Gilberto, die Antwort zu finden, die Liebe zur attraktiven Malerin Laura oder die väterliche Beziehung zum Straßenjungen Romário? Oder sind es Familienerinnerungen in einem Haus in Teresópolis, die ihn vom Gefühl eines zerbrochenen Lebens erlösen? Damit das Schweigen des schwarzen Felsens nicht mehr alles war, was er hören konnte.

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    Antonio Ramos da Silva21/03/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Inferno são os outros

    Ambientada no Rio de Janeiro dos anos 90, a história contada em Memória da Pedra, romance de estreia do diplomata Mauricio Lyrio, trata do deslocamento. E dos afetos. E de política. E do debate Livre Arbítrio vs. Determinismo. E da morte. O professor Eduardo, órfão desde a infância e vítima da síndrome de Kartagener, vive impassível o turbulento momento da cena política brasileira da época e acompanha sem interesse as manifestações populares pedindo a queda do então presidente Fernando Collor de Melo. Protegido por sua confortável situação pessoal e profissional (estava casado havia anos com a artista Laura e gozava de um emprego estável numa universidade), Eduardo parece não sentir nenhum respingo da convulsão social do período. No entanto, o imponderável acaso abala suas estruturas e um pedido de esmola lhe apresenta Romário – um garoto de rua capaz de avivar o espírito paternal do professor e tirá-lo do casulo em que vive. Um porém. Apesar de diversas cenas líricas percorrerem o texto (há muitas daquelas frases que poderíamos chamar de sublinháveis), em vários trechos o romance parece fraquejar: muitos dos momentos que nos mostram a relação entre Eduardo e Romário, principalmente, beiram a inverossimilhança e soam artificiais. Trecho do livro: “O menino sentou-se ao fundo, entre uma aluna que escrevia no caderno, com os cabelos ruivos descendo sobre a caneta e o rosto, e dois rapazes que compartilhavam uma revista. Eram quase vinte alunos, dispersos na sala de formato quadrado, iluminada por dois janelões verticais. Ninguém parecia estranhar sua presença. Um ou outro o olhava, sem maior curiosidade. Eduardo escrevia algumas palavras no quadro.” (p. 63)

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