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    Se os Tubarões Fossem Homens -

    Bertolt Brecht

    Edições Olho de Vidro
    2018
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-13: 9788593234026
    Português Brasileiro
    4.6
    202 avaliações
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    Considerado um dos maiores escritores do século XX, o alemão Bertolt Brecht nos oferece uma fábula moderna com pitadas de ironia e irreverência que nos faz pensar sobre a organização social do mundo, os valores éticos e as relações de poder. Para Brecht, pensar é um dos maiores prazeres do bicho-homem.

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    Raffaello14/08/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    E se os tubarões fossem homens?

    "Se os tubarões fossem homens" é um poema alegórico escrito por Bertolt Brecht, um renomado dramaturgo e poeta alemão. Publicado em 1927, o poema apresenta uma reflexão provocativa sobre o poder, a exploração e a responsabilidade social. Através de uma narrativa fictícia em que os tubarões assumem o papel de seres humanos e vice-versa, Brecht lança luz sobre as implicações da inversão de papéis entre predadores e vítimas. O poema critica a desumanização, a exploração e a indiferença com as quais os seres humanos muitas vezes tratam uns aos outros. Brecht questiona como a sociedade se comportaria se os tubarões, normalmente vistos como cruéis predadores, fossem transformados em seres humanos e experimentassem as injustiças que muitos enfrentam diariamente. Por meio dessa inversão, ele destaca as complexidades éticas e morais da sociedade e convida os leitores a considerar a empatia e a responsabilidade coletiva. No geral, "Se os tubarões fossem homens" é uma obra impactante que, por meio de uma metáfora criativa e eloquente, incita os leitores a refletirem sobre temas sociais relevantes e a examinarem o papel que cada um desempenha na construção de um mundo mais justo e equitativo.

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    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht