Ao ler este livro temos a sensação de que voltamos no passado, em nossa infância e adolescência. Zélia mostra de uma forma maravilhosa a rotina de uma família na década de 50. Uma verdadeira narrativa leve e encantadora.
Todos os personagens são encantadores. O livro é narrado por Geana. Ela perde a mãe no princípio da adolescência. Este fato ela narra bem no início do livro e faz o leitor sentir pena, achando que vai ler um drama. Na verdade, a ausência da mãe é suprida pelo amor fraternal entre ela e Ricarda, irmã adotiva. E aos poucos, vão surgindo os acontecimentos que encantam qualquer leitor. Sua paixão pelo primo Beto e a descoberta da sexualidade rendem boas risadas e às vezes nos faz pensar: "parece que já passei por isso". O amadurecimento da personagem ao longo do livro nos faz torcer por um final feliz.
Ao chegar no final da história, fiquei com vontade de que existissem mais páginas, fiquei com vontade de ler mais um pouquinho das histórias da família de Geana. Porém, percebi que o charme da história era o fato de ela se aproximar demais da realidade e não poderia ter final já que a realidade é feita de acontecimentos constantes.