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    Vale a pena viver? -

    William James

    Nós
    2018
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8569020376
    Português Brasileiro
    3.4
    9 avaliações
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    O título é uma pergunta filosófica sobre o valor da vida. Trata-se de uma palestra que o pensador William James fez, em 1895, para estudantes e professores da Universidade de Harvard. Seu objetivo era conduzir o público à valorização racional da existência, diante do número crescente de suicídios entre norte-americanos e europeus. Já naquele tempo, sobretudo entre as classes mais intelectualizadas, os apelos religiosos a favor da vida pareciam ingênuos ou insuficientes. Por isso, os argumentos do autor, que era psicólogo e profundo estudioso das religiões, têm um outro ponto de partida. Para James, a vida é uma rica fonte de possibilidades e descobertas. A curiosidade científica, portanto, pode ser uma boa motivação para continuarmos lutando. E até as dificuldades, que todo ser humano enfrenta, podem, afinal, estimular nossa busca de um sentido para a vida.

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    Diego picture
    Diego12/02/2021Resenhou um livro
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    Leitura interessante, mas...

    A obra traz reflexões interessantes, como a de nos concentrar nos problemas concretos, que afetam diretamente nossa vida e os quais podemos resolver (temos algum controle sobre). Nos convida a aceitar o mundo natural e tangível como indiferente, superando questões como o bem ou mal. Traz como principal fonte da melancolia a plena satisfação, mostrando que a necessidade e a luta servem de estímulo e inspiração ao ser humano. O triunfo traria de volta o vazio [mas como diria Pierre Lévy, em A Inteligência Coletiva: 'o vazio torna possível o movimento']. Em suma, o autor reforça a ideia de que, como num bom roteiro de cinema ou teatro, deve haver luta, conflito ou se tornará algo sem graça. Todavia, um de seus argumentos centrais gira em torno da crença religiosa, colocando-a numa falsa simetria com a Ciência. A fé, do ponto de vista prático, quanto a uma possibilidade que o sujeito pode alcançar ou não, é válida. Já a crença no sobrenatural, ainda que sirva de força motriz no indivíduo que nela acredite, pode se mostrar perigosa caso algum dia tal crença seja perdida e tenha que confrontar o absurdo do real, indiferente às suas motivações. PS: Meu interesse no autor surgiu após a leitura de 'A Sutil Arte de Ligar o F*da-se' (Manson Mark), onde o livro Princípios de Psicologia, de William James é citado (obra que infelizmente, não foi traduzida na íntegra, mas tem um ou dois capítulos traduzidos em artigos científicos).

    2 curtidas

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