Título: O Garoto da Casa ao Lado
Autor: Meg Cabot
Quando vi o livro, tive um momento incerteza a respeito da proposta lançada pela autora, apesar de ter lido livros de troca de e-mail, eu nunca tinha lido um que se passa inteiramente assim. Não existe nenhuma passagem nele em que os personagens estão realmente interagindo cara a cara e somente o relato dos fatos.
Então comecei ler, sem grandes expectativas (talvez esse seja o segredo, manter as expectativas baixa e deixar-se surpreender). Pois a ideia de A ideia de escrever uma narrativa inteira por e-mail, não era algo que me parecia atrativo, mas me deixou curiosa o suficiente para querer saber como isso seria desenvolvido e se iria funcionar. E a resposta é SIM, funcionou muito bem, achei criativo e dinâmico (ao menos para mim).
AMEEEEI!!!! (Isso mesmo estou gritando) ... É aquele livro que se deixar você devora de uma vez, não come, não dorme só lê ate acabar. E quando acaba você fica sem saber o que fazer rsss, pois é muito delicinha o jeito que flui.
Embora tenha tido pouco contato com livros dessa autora, senti a mesma linha de humor e leveza que me parece ser característico dela (Meg Cabot).
A peça central do enredo é Melissa Fuller, conhecida como Mel, uma colunista da página 10 de fofocas do jornal New York Journal.
As trocas de e-mail dela com os amigos da redação, até com o chefe que também é bem-humorado. E tudo que se passa é encaminhado por e-mails e vira uma grande fofoca. A Mel manda um e-mail contando algo para sua amiga Nadine e em pouco tempo já tem gente trocando e-mail e falando da vida dela, ate mandando e-mail para a própria Mel dando conselhos e surge alguém que convoca uma reunião no banheiro ou corredor para falar da vida dela... uma confusão divertidíssima.
E realmente se engana quem pensa que a Mel será a única personagem a brilhar, pois os personagens secundários são umas figuras, o limite aqui tende a zero quando se trata da “radio pião” do jornal.
Mel é uma moça que após formar-se mudou da cidade pequena onde morava com os pais e passou a morar sozinha em NY, ela é muito querida por todos e as pessoas tendem a confundir seu coração bondoso com ingenuidade e talvez por isso todo mundo resolve se meter na sua vida.
A grande mudança na sua vida se dá quando sua vizinha, Sra. Friedlander, de 80 anos sofre um “acidente”, Mel Fuller é que a encontra e a socorre, ao ficar sabendo que sua vizinha está em coma sem previsão de retornar, encarrega-se de cuidar dos pets da sua vizinha enquanto ela permanecer hospitalizada.
Mas Mel é muito boa no quesito atrasos no expediente de trabalho, então a tarefa de cuidar dos pets torna-se um tanto pesada, já que o RH da empresa está no seu pé, sendo assim ela resolve entrar em contato com o único parente dessa senhora, seu sobrinho Max Friedlander.
E foi dado o pontapé para toda a confusão, já que Max único herdeiro da herança é um fotografo boa vida que não está a fim de deixar suas férias com uma supermodelo para ir cuidar dos assuntos da tia.
Mas em contra partida ele tem um problema, caso sua tia recupere-se sua imagem ficar aranhada, podendo até deixar sua herança toda para uma instituição de caridade e Max ficar a ver navios. Sendo assim em sua mente criativa trabalha em um belo plano, resolve cobrar um favor a um colega antigo.
É nesse ponto entra em cena John Trent, que em dívida com Max aceita passar-se por ele enganando seus vizinhos e cuidar dos pets da Sra. Friedlander enquanto ela está em coma.
Mas o que John não imagina e que iria conhecer a encantadora Mel Fuller, sem saber como desfazer essa confusão e cada vez mais enredado pela trama que foi criada ele se vê desesperado, pois acredita ter encontrado o amor da sua vida.
Mas o que Mel também são sabe é que John é jornalista da coluna policial do jornal rival e herdeiro (podre de rico) que não faz questão da fortuna herdada e vive uma vida modesta. (clichê... surpresa zero rsss)
John desesperado para encontrar uma saída, troca e-mails com seus familiares (Irmão, cunhada, avó, sobrinhas) sobre como ele deve fazer para sair dessa saia justa em que se meteu.
O humor leve, com mistério, investigação... Em contra partida tem algumas pontas solta, que na minha opinião não tira o brilho do livro. O que eu posso dizer é que sim vale muito a pena ler