In 1519, Magellan, five ships, and more than two hundred men set sail from Spain to find a water route to the Spice Islands. Despite suffering starvation, disease, torture, and death, they discovered the passageway known today as the Strait of Magellan. Bestselling author Laurence Bergeen takes readers on a spellbinding voyage as he interweaves a variety of candid, first-person accounts, some previously unavailable in English. Over the Edge of the World is a captivating tale of a tenacious captain and the most daring discovery of an era.
Over the Edge of the World - Magellan's Terriflying Circumnavigation of the Globe.
Laurence Bergreen
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O autor não é massante em sua narrativa porque intercala a cronologia com a contextualização do pensamento, tecnologias e costumes da época em que acontecem os fatos. Esta técnica é usada ao longo de toda a explanação. Trás um panorama de como eram as terras brasileiras na segunda década após o descobrimento (p. 96...) e como a tripulação, essencialmente masculina, se envolveram com as brasileiras de então (p. 102). Passados 500 anos os europeus aportam por aqui com as mesmas expectativas. Laurence descreve a Patagônia em seus primórdios, a fauna, um pouco do relevo e o encontro com os patagões (p. 162). Passaram o inverno em Porto San Julian, se alimentando de lobos marinhos. No ano seguinte passaram o estreito e navegaram por mais de três meses no pacifico sem avistar nada (p. 222). Sofreram com escorbuto. Nas Filipinas se dedicaram mais à evangelização do que ao objetivo principal da viagem (p. 270). A ideia de punir pagãos que não se converteram custou a própria vida do expedicionário em uma batalha tosca (p. 282). Henrique, o escravo e interprete, incita os nativos a fazerem uma emboscada para outra parte dos castelhanos de maneira que os que escapam de Mactan queimam o Concepción e ficam com apenas dois navios. Seguem pelas Filipinas até Brunei. Do outro lado do mundo o San Antonio, navio amotinado, chega de volta a Seville. Após interrogatório os amotinados são livres e Magalhães é tido como traidor porque torturou castelhanos em San Julian. Em Brunei encontraram uma civilização (árabe) tão avançada quanto a deles (p. 326). Em 8 novembro de 1521 chegam na ilha de Tidore, enfim, nas Molucas (p. 341). Negociaram e carregaram os dois navios até metade de dezembro com cravo. Ao partir, o navio Trinidad apresenta um vazamento e ninguém consegue descobrir o local. Assim parte da tripulação inicia o retorno para a Espanha em 21 de dezembro e outra parte fica em Tidore para reparar o navio (p. 366). O retorno pelo oeste foi por mar aberto para evitar encontro com portugueses. Os reparos em Trinidad forma concluso em três meses. No dia 6 de abril iniciaram o retorno pelo mesmo local por onde vieram, para o leste. Desviaram o rumo para o norte, pegaram tempestades e novamente escorbuto. Retornaram para Molucas (p. 379). De volta a Tidore encontram os portugueses. Doentes e famintos, não ofereceram resistência. Antonio de Brito tira deles os equipamentos, as velas, as cordas e os registros de bordo e inclusive os registros pessoais de Magalhães visto que este era o flagship. O navio se despedaça na tempestade seguinte. Alguns foram decapitados e outros obrigados a trabalhos forçados (p. 382). Distante das Molucas, o Victoria tentava contornar o Cabo da Boa Esperança. Foram semanas lutando contra os elementos. Em 22 de maio de 1522 conseguiram passar em descansaram em Saldanha Bay, encontrando por ali navios portugueses. Em 8 de junho passaram o equador. Navegando sem abastecer, mais 21 morrem de escorbuto. (p. 385) Em Cabo Verde fazem uma escala para abastecer e parte da tripulação é presa por portugueses. 22 sobram e partem imediatamente para Espanha. Era o dia 15 de julho de 1522. Em 10 de setembro chegam a Sevilha com apenas um navio e 18 tripulantes. O quantidade de cravo, de primeira qualidade foi o suficiente para dar lucro aos investidores (Cristóbal de Haro) (p. 391). Elcano é honrado mas conta uma história um pouco diferente de como aconteceu. Pigafetta tem a liberdade de viajar e contar a sua história. Organiza seu relato e escreve um livro ilustrado. O mais antigo preservado está na Universidade de Yale (p. 406). A dificuldade em calcular longitudes continuou desafiando os cosmólogos e um nova conferência entre Esp. e Port. terminou sem resultados precisos e os dois países proclamaram a posse das Spices Islandes (p. 410). Em 1525 uma nova armada foi despachada para as Molucas. Elcano recebeu o cargo de vice comandante. Mas a falta de Magalhães fez com que esta expedição tivesse um resultado pior que a anterior. Tanto o capitão quanto Elcano morrem de Escorbuto. Dos 5 navios apenas um chega ao objetivo e desta vez apenas 8 retornam para a Espanha. As sucessivas tentativas frustradas trouxeram a lembrança a tenacidade de Magalhães. Ficou difícil de conseguir financiamento. Tentou a diplomacia e o Vaticano para reivindicar as Molucas. Sem dinheiro "entregou" para Portugal em 1529 o controle daquele posto de comércio. Em 1580 Francis Drake repete o feito de Magalhães. O navio Victoria foi restaurado e vendido à mercantes das Antilhas. Sumiu em 1570 sucumbido por uma tempestade (p. 413). Até hoje Magalhães continua controverso.
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