Anayde Beiriz segue na missão de gerar diferenças. É a primeira mulher a integrar a Coleção Primeira Leitura que chega ao seu décimo volume. Foi, na década iniciada pelo ano 20, uma jovem que, humilde na sua origem e vida, conseguiu alcançar, por momentos, os degraus da escada social, quebrando paradigmas e afirmando uma personalidade que a fez participar dos círculos culturais da sua época. Anayde, uma professorinha, como muitas damas pejorativamente a chamavam, não foi uma ativista política como a sua ligação trágico-romântica com João Dantas, o assassino de João Pessoa, sinalizou para a história contada pelos vencedores. Na violenta luta travada em 1930, ela foi perrepista por amar um homem que fazia oposição ao governo vigente. Seria liberal, se Dantas também o fosse. A revolução que Anayde abraçou foi cultural. Lutou contra a limitação social das mulheres e o preconceito que as humilhava. Na maneira de andar, de vestir, na maquiagem e no corte de cabelo, e ainda, nos beijos e abraços trocados à luz do dia nos espaços públicos, ela inquietou a sociedade conservadora do seu tempo. Nos poucos textos de sua autoria que sobreviveram à chamada fogueira da moral e dos bons costumes, identifica-se em Anayde uma literatura intimista, sensual e mística. Esta HQ procura contar, na especificidade de sua linguagem, uma história que, certamente, é desconhecida, no todo ou em parte, da grande maioria dos paraibanos. Carlos Roberto de Oliveira Editor
Anayde Beiriz (Primeira Leitura #10) - Em quadrinhos
Sabrina Bezerra, Américo Filho
Patmos
2015
34 páginas
1h 8m
ISBN-13: 9788565387507
Português Brasileiro
Edições (1)
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